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Vacina pode ser aplicada por profissional de saúde sem luvas?

A divulgação das imagens das primeiras pessoas sendo imunizadas contra a Covid-19 em solo capixaba nessa segunda-feira (18) despertou a atenção dos ...

Vacina pode ser aplicada por profissional de saúde sem luvas?
- Iolanda Brito, de 55 anos, é a primeira pessoa no Espírito Santo a receber a vacina contra o novo coronavírus

Última atualização

A divulgação das imagens das primeiras pessoas sendo imunizadas contra a Covid-19 em solo capixaba nessa segunda-feira (18) despertou a atenção dos internautas para um detalhe: os profissionais que aplicavam as vacinas estavam sem luvas.

De imediato as pessoas começaram a postar críticas nas redes sociais questionando a conduta dos vacinadores.

O secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, até esclareceu que esse é procedimento padrão durante o evento com os primeiros vacinados no Espírito Santo.

Como os questionamentos continuaram, a equipe Tribuna Online procurou esclarecimentos se realmente a vacina pode ser aplicada por profissional de saúde sem luvas.

Iolanda Brito foi a primeira pessoa no Espírito Santo a receber a vacina contra a Covid-19 (Foto: Secom-ES)

A infectologista Ana Paula Burian esclarece que, de fato, a aplicação da vacina é feita sem luvas e que inclusive existe um posicionamento do Conselho Federal de Enfermagem orientando essa conduta.

A médica, que também é coordenadora do Centro de Referências para Imunobiológicos Especiais (CRIE Vitória) e membro da Comissão de Calendários Vacinais e Consensos da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), explica que, dessa forma, é mais seguro para o paciente e para o profissional de saúde.

“A luva dá uma falsa sensação de segurança. O mais importante é o profissional lavar bem as mãos antes de vacinar cada paciente. A luva não pode ser higienizada porque tem microporosidade. E mesmo se trocar de luva, tem que higienizar bem as mãos”, enfatiza.

Ana Paula destaca que a utilização de luvas eleva o custo operacional, aumenta a produção de lixo hospitalar, demanda mais tempo para o atendimento e não é garantia de segurança. Pelo contrário, para agilizar o fluxo de vacinação, pode ocorrer do agente de saúde não conseguir higienizar a corretamente.

A médica ainda explica que a luva era utilizada no passado para proteger quem está vacinando, para que não se ferir com a agulha e correr o risco de se contaminar.

“Com bons procedimentos, esse risco não existe. Por exemplo, o profissional não pode colocar a capa na agulha de novo. Após a aplicação, ele joga imediatamente a seringa dentro de um reservatório próprio para descarte”, diz.

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