
Os dados apresentados pela Secretaria de Estado da Saúde são referentes a Vitória, Vila Velha, Serra e Cariacica. Dessas cidades, a Capital e Vila Velha apresentam menor número de mortes nos primeiros dias desse mês. Vitória teve duas mortes, enquanto Vila Velha apresentou três óbitos.

O secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernades, explicou que alguns fatores contribuem para a redução. “É um conjunto de fatores. Temos o comportamento natural da pandemia, além das políticas públicas adotadas para achatar a curva de crescimento e preparar o sistema para que não sofra um colapso. Outro fator é a curva de aprendizagem das equipes, com uma melhora na utilização das medicações e práticas.”
O secretário ainda ressaltou que a queda no número de mortes também tem relação com a expansão do sistema, o que permite a internação precoce de pacientes.
Outro dado apresentado pela secretaria de Estado Saúde foi o de mortes por mês, o que evidencia a redução já no mês de julho.
O secretário informou que foram 97 óbitos por Covid em abril nos quatro municípios da Grande Vitória. Já em maio subiu para 400 e junho para 615. “Em julho, tivemos 417 mortes e a tendência é que agosto essa redução continue a se apresentar.”
Ele completou frisando que é preciso entender que a queda no número de casos não significa fim dos cuidados. “Hoje temos uma capacidade maior de enfrentar a pandemia e isso dá ao Estado uma maior segurança para algumas medidas de flexibilização. Mas os cuidados devem ser reforçados para que essa redução se mantenha.”
Médicos dizem que não é momento de relaxar

A infectologista Rúbia Miossi ressaltou que foi justamente a restrição, que até hoje foi exigida, que fez com que a população no Estado chegasse a esse patamar de queda dos números.
“Se todas as medidas são abandonadas e a gente resolve viver como antes da pandemia, daqui a dois meses começaremos a viver tudo de novo, o que aconteceu em abril, maio e junho.”
O médico cardiointensivista Eduardo Castro, que tem atuado na linha de frente da pandemia, frisou que o presidente da IDSA (Sociedade de Doenças Infecciosas Americana ) tem relacionado à queda do número de mortes ao uso de máscaras pela população. Por isso, ele ressaltou a importância desses cuidados.
Também demonstrou preocupação com o retorno das aulas presenciais, já que acredita que crianças não têm condições de se proteger e usar máscaras. “Isso pode aumentar o número de casos.”
Telemedicina e distribuição de máscaras entre as apostas
Com a redução no número de mortes pelo coronavírus, prefeituras apontaram as medidas tomadas para ajudar no combate à pandemia, a exemplo da telemedicina e da distribuição de máscaras.
Em Vitória, a secretária municipal de Saúde, Cátia Lisboa, destacou o alerta da população com carros de som, distribuição de máscaras, telemedicina, leitos de campanha no Pronto Atendimento de São Pedro e as barreiras sanitárias.
O secretário de Saúde da Serra, Alexandre Viana, destacou o monitoramento dos pacientes, a implantação da telemedicina, o trabalho na Unidade de Pronto Atendimento (Upa) de Castelândia, voltada para os casos de Covid, distribuição mais de 500 mil kits de limpeza e 400 mil máscaras.
A Prefeitura de Vila Velha informou que entre as medidas adotadas estão o aumento de leitos separados na Urgência e Emergência, aquisição de respiradores e implantação de consultórios externos para Síndromes Gripais.
Em Cariacica, entre as ações está a oferta de testagem nas unidades saúde e nos prontos atendimentos (teste rápido e RT-PCR).