
Atualmente, a capital tem 117.143 habitantes vacinados com a primeira dose, segundo dados do Ministério da Saúde, o que representa 48,42% da população, que soma hoje 365.855 pessoas, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Perto de atingir a marca de metade da população com pelo menos uma dose, a secretária municipal de Saúde, Thaís Cohen, destaca o avanço da vacinação no município, mas prega cautela.
“Esse é o caminho para a retomada da saúde, da economia, da educação. Chegar aos 50% é fruto de muito empenho e trabalho. Mas, ainda assim, não é hora de pensar em afrouxar as regras. Agora é um momento de muita atenção e de mantermos os cuidados. É um momento de transição e não podemos nos distrair”, salientou.
O infectologista Paulo Peçanha reconhece o empenho na vacinação na capital, mas relembra, também, sobre a eficácia dos imunizantes. Segundo ele, ainda não é hora de flexibilizar as regras.
“Chegar aos 50% da população vacinada com a primeira dose é um bom número. É um passo importante, mas, ao mesmo tempo, não dá para deixar de ter os cuidados. Com uma dose tomada ainda vemos casos graves. O ponto-chave é a segunda dose. Ter 70% das pessoas com a segunda dose é que vai ser determinante para um novo momento com relação às medidas e aos cuidados com a Covid”, enfatizou Peçanha.
O infectologista Moacir Soprani também citou que os municípios em torno da capital também são fundamentais para que se possa ter um efeito ainda mais positivo com a vacinação.
“Temos de levar em conta não apenas a cidade de Vitória. Teremos de ter um percentual semelhante em cada cidade. A circulação de pessoas é muito grande entre os municípios”, observou Moacir Soprani.