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Claquete

10 filmes sobre Direitos Humanos

Há exatos 50 anos, o líder político Martin Luther King era assassinado antes de promover uma passeata no Tennessee, Estados Unidos. Ele defendia ...

Última atualização

Há exatos 50 anos, o líder político Martin Luther King era assassinado antes de promover uma passeata no Tennessee, Estados Unidos. Ele defendia direitos igualitários entre negros e brancos naquele país. Há cerca de 20 dias, a vereador carioca Marielle Franco, que levantava uma bandeira não muito diferente do americano, foi assassinada no Rio de Janeiro, Brasil.

Duas lideranças que lutavam pelos Direitos Humanos. Uma discussão que, como era de se esperar e ainda é necessária, ultrapassou as tribunas políticas e foi abordada pelo cinema de diversas formas. Claquete fez um levantamento de algumas dessas obras populares e de fácil acesso, que, mais do que produções, são reflexões.

Selma: uma lutar pela liberdade

Como não poderia de ser, a primeira dica é a biografia do Martin Luther King. O líder negro e protestante que levantou a voz alto o bastante para ser ouvido pelo mundo. Ganhador do Nobel da Paz, o americano foi assassinado em Tennessee após deixar o seu quarto de hotel. O longa-metragem traz como enredo as marchas realizadas por ele e manifestantes pacifistas em 1965, entre a cidade de Selma, no interior do Alabama, até a capital do estado, Montgomery, em busca de direitos eleitorais iguais para a comunidade afro-americana. (disponível no Netflix)

MILK: a voz da igualdade

É o filme de 2009 que deu o Oscar de melhor ator a Sean Penn. Se passa nos anos 70 e conta a história do ativista e político Harvey Milk. Ele decidiu morar com o namorado Scott (James Franco). A intenção dele era apenas abrir uma loja de fotografia em São Francisco, mas tido quando decidiu não tolerar a discriminação dos vizinhos e moradores da cidade.

O menino e o mundo

Não julgue essa animação pela simplicidade dos traços. Produção brasileira feita com lápis de cor, giz de cera e colagem, chegou a ser indicada ao Oscar. Conta a aventura do pequeno Cuca em busca do pai. O menino deixa sua aldeia e se depara com a desigualdade do mundo. De forma simples, toca em temas como exploração do trabalho, falta de estrutura de muitas comunidades e até fala sobre regime militar. O filme está disponível no youtube.

Moonlight: sob a luz azul

Ganhador do Oscar de melhor filme no ano passado, Moonlight impressiona pela construção e evolução de um personagem principal tímido e que poucas falas. Porém, isso não significa falta de profundida. A vida de Chiron é abordada em três fases, nas quais ele convive com discriminação, drogas, tráfico e violência. O destaque do longa fica com o ator Mahershala Ali, conhecido por atuar na série House of Card, que ganhou o Oscar de melhor ator coadjuvante. O filme simbolizou a luta dos negros por mais espaço na indústria cinematográfica após o movimento Oscar so White.

Colegas

Um filme protagonizado por atores com Síndrome de Down. Essa é a proposta do longa-metragem brasileiro Colegas, ganhador com Melhor Filme no Festival de Gramado. Repleto de referências a filmes e uma trilha sonora com clássicos como Raul Seixas, o filme conta com um roteiro engraçado e encantador abordando a história de três amigos que deixam o internato onde vivem para realizar sonhos.

Menino do Pijama Listrado

O contexto desse filme é a pesada perseguição aos judeus pelos nazistas. É nesse improvável cenário que nasce a amizade entre dois meninos, o filho de um funcionário do campo de concentração de Auschwitz-Birkenau e um garoto da mesma ideia filho de judeus. Baseado em uma obra literária, o filme traz reflexões importantes sobre os direitos humanos usando para isso a realidade confrontante entre os dois personagens.

Intocáveis

Falando de amizade, Intocáveis traz o tema mais uma vez. É a história do milionário Philippe (François Cluzet), que fica tetraplégico e necessita de cuidados especiais e auxílio. Por isso, contrato o senegalês Driss (Omar Sy), que não é profissional da área de saúde e nem um pouco qualificado, mas muda a vida do Philippe e sua percepção de mundo. O filme conseguiu levar mais de 19,385 milhões de expectadores ao cinema na França, tornando-se a terceira maior bilheteria da história naquele país.

Carandiru

Como esquecer um dos filmes mais épicos do cinema nacional? Carandiru (2003), dirigido pelo ótimo Héctor Babenco, tem como enredo os acontecimentos antes e durante o massacre ocorrido em 2 de outubro de 1992 em um dos maiores complexos prisionais do Brasil. Ao todo, 111 presos foram assassinados pela polícia naquela ocasião. A obra traz Rodrigo Santoro, Milton Gonçalves, Ailton Graça, Caio Blat e é baseada no livro do médico Drauzio Varella. Time de peso!

Mudbound: Lágrimas sobre o Mississippi

Produzido pela Netflix, o filme conseguiu três indicações ao Oscar deste ano, inclusive melhor roteiro adaptado. Por isso só é um fato elogiável, levando em consideração certo “preconceito” que a academia tem por filmes do sistema de streaming. Dirigido por Dee Ress, passa no sul dos Estados Unidos e se desenrola a partir da convivência entre duas famílias. Racismo e confronto de gênero e entre classes sociais dão o tom deste longa-metragem.

12 anos de Escravidão

O filme que levou a bela e talentosa atriz Lupita N’yong ao estrelato e a fez ganhar o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante. É a adaptação da autobiografia homônima de 1853 de Solomon Northup, um negro livre nascido no Estado de Nova Iorque que foi sequestrado em Washington, D.C., em 1841, e vendido como escravo. São doze anos de sofrimento a partir de uma mudança drástica de sua vida.

V de Vingança

Pode parecer clichê V de Vingança está nesta lista. Mas o filme, baseado no quadrinho escrito por Alan Moore e David Lloyd, leva a reflexões sobre direitos humanos e sistemas políticos. Só pelo fato de ter as irmãs Wachowski, diretoras de Matrix, na produção já é um fato a se considerar. Em uma Inglaterra distopia e autoritária, um homem mascarado, que pouco tem de herói e muito menos de vilão, pretende explodir o parlamento e se empenha nessa missão. O filme se tornou tão marcante que a máscara do protagonista é recorrente em quase todas as manifestações brasileiras.

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