Um dos filmes mais desafiadores do gênero de super-herois estreou nos cinemas e não fez feio. Aquaman chega com belíssimas cenas, produção arrojada e uma história empolgante. Traz, acima de tudo, uma nova esperança para a DC, que parecia perdida enquanto a concorrente, Marvel, nadava de braçada na adaptação de seus personagens dos quadrinhos para a telona.
Não vou negar que para mim era o filme mais aguardado entre aqueles dos membros da Liga da Justiça. Mesmo com todas as piadas envolvendo o Aquaman, sempre simpatizei com ele e até li suas HQs, principalmente dos Novos 52 e as aventuras com Os Outros (um grupo formado por heróis que têm relíquias que lhes dão poderes e que tem um dos piores nomes de equipe já visto) idealizadas por Geoff Johns. Era aquela uma tentativa de tornar o personagem clássico mais empolgante, afinal, ele é o rei dos oceanos. O resultado foi excelente, mas o herói interpretado por Jason Momoa parece que evoluiu o que já estava bom.
Escalado para o papel depois do sucesso com a série Game of Thrones, a escolha assustou principalmente porque Arthur Curry (nome verdadeiro do Aquaman) tem características caucasianas nos quadrinhos e o ator é havaiano. Porém, o diretor James Wan – estreante no gênero depois de se firmar no cinema de terror – tinha 
James Wan não poupou referências e trouxe uma aventura aquática muito semelhante aos filmes conhecidos como opéras espaciais (Star Wars e Guardiões da Galáxia), com muitas cores, seres estranhos, reinos fantásticos e, acima de tudo, fantasia. Só por isso já destoa da primeira aparição do personagem nos cinemas, em Liga da Justiça. O diretor abraçou a história do Aquaman e o mostrou com uniforme clássico, incluído no enredo de forma muito inteligente, e colocou guerreiros cavalgando cavalos marinhos semelhantes a dragões. Tudo o que os fãs queriam ver.
A pós-produção foi cuidadosa, principalmente com a edição, com o encadeamento de cenas e com os ganchos. O filme não dá espaço para o espectador refletir muito sobre aquilo que está vendo devido à quantidade de efeitos e cenas de ação e lutas. Tudo muito trabalhoso, afinal, a intenção era contar uma história que se passa dentro d’água, o que necessitou de um investimentos enorme até mesmo em pequenos trechos do filme. Há também humor, mesmo que fique um pouco falho em algumas cenas.

Enfim, o filme me prendeu do início ao fim, me envolveu na história e me deu vontade de ver mais Jason Momoa encarnando o Aquaman. Assistiria novamente, o que já diz muito. Afinal, não falaria o mesmo de alguns outros filmes de super-herois.
