Um ano depois dos casos de assédio sexual na indústria cinematográfica serem divulgados, o Festival de Cinema de Cannes — aquele que premia com a Palma de Ouro — deu um passo determinante na luta por igualdade de gênero. Terá um júri com maior diversidade étnica e composto, em sua maioria, por mulheres.

“Diante de uma competição com um perfil renovado, que apresenta cineastas que comparecem pela primeira vez, o júri da próxima edição do Festival de Cannes convida cinco mulheres, quatro homens, sete nacionalidades e cinco continentes”, anunciou o festival em um comunicado.
Já os homens que irão compor o júri são os diretores russo Andrei Zviaguintsev (Leviatã), o francês Robert Guédiguian (Uma História de Loucura), e o canadense Denis Villeneuve (Blade Runner 2049). Completando o quarteto, o ator taiwanês Chang Chen (O Tigre e o Dragão).
“Após o escândalo Weinstein, o mundo não será o mesmo, o Festival de Cannes não será o mesmo”, afirmou na semana passada o diretor geral do evento, Thierry Frémaux, ao anunciar a seleção oficial de filmes.

Há uma grande diferença entre Cannes e o Oscar. Além de um ser francês e outro americano, o primeiro é um festival criado em 1946 pelo Ministério francês da Educação e Belas-Artes, depois de insatisfações com o Festival de Veneza. Já o segundo é promovido pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas como forma de exaltar a produção americana. O Oscar premia os profissionais dos filmes já lançados. Cannes exibe os filmes e impulsiona os lançamentos.