

Talvez isso seja resultado de uma expectativa muita alta pela estreia. Principalmente devido à quantidade de referências de cultura pop, muitas das quais os trabalhos anteriores de Spielberg – que também assina a produção deste – deram origem.

Desde Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal (2008) um filme dirigido por ele não ia tão bem em bilheteria – em Jurrasic Word (2015), Spielberg assina como produtor. Jogador Nº 1 já conseguiu US$ 181 milhões em todo mundo com pouco mais de uma semana de estreia.
Porém, é um filme que, assim como muitos games, cumpre a missão de distrair por alguns minutos. Mas, não encanta ao ponto de sair do cinema refletindo e empolgado com o que viu. O ator principal Tye Sheridan fica entre o galã e o nerd, mas não tem tanto carisma para segurar um protagonista e levar o público a torcer, por exemplo, pelo seu romance com a personagem de Olivia Cokke.
Há, no início do filme, uma longa explicação, bem didática, sobre aquilo que o expectador vai ver na tela nos próximos segundos. Algo que poderia ser diluído no enredo. Foi uma opção do roteiro, talvez para que o público infanto-juvenil possa embarcar na história desde o início. Porém, a estratégia não auxilia muito o ritmo da história.

O filme mescla atores reais com animação, mas não fica algo forçado. É um dos acertos. Mas, entre os filmes do diretor neste formato, prefiro As Aventuras de Tintim (2011).
Para quem já criou Indiana Jones, Tubarão, E.T e recentemente esteve indicado ao Oscar com um filme mais sério como The Post, Spielberg não terá sua carreira marcado por Jogador Nº 1 – mesmo que o diretor não precise provar nada a ninguém, afinal já marcado como poucos a história do cinema.