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Mais de 5.800 filmes vistos em 25 anos

com informações e texto de Alessandro de Paula do jornal A TribunaA paixão pela sétima arte fez com que um servidor público de Muniz Freire dedicasse ...

Última atualização

com informações e texto de Alessandro de Paula do jornal A Tribuna

A paixão pela sétima arte fez com que um servidor público de Muniz Freire dedicasse uma boa parte de sua vida às telas da TV ou nas salas de cinema.

Thiago Soares Mota, 37 anos, assistiu nos últimos 25 anos mais de 5.800 filmes, todos catalogados. Ao todo, foram 11.600 horas na frente das telas.

Para se ter uma ideia, se ele fosse assistir a todos os filmes de uma só vez, teria que dedicar um ano e quatro meses sem parar até para comer, beber água ou ir ao banheiro.

O número de filmes é ainda maior, mas Thiago, que trabalha no setor de compras da Prefeitura de Muniz Freire, passou a realizar as anotações desde 1993, quando tinha 12 anos de idade.

Com o tempo, ele se tornou uma espécie de crítico da sétima arte em sua cidade. Chegou a ser convidado para apresentar um programa na rádio local com informações sobre cinema.

“As pessoas me ligavam e mandavam mensagem pelo Orkut – rede social desativada em 2014 – pedindo sugestões”, comentou.

Somente em 2017, segundo Thiago, ele assistiu a 429 filmes, seu recorde até agora. E em 2018, ele espera bater o recorde do ano passado. Até ontem ele havia assistido a 98 filmes.

Dos milhares de filmes assistidos por Thiago, 221 foram no cinema. E isso não é fácil, pois Muniz Freire não possui cinemas. A sala mais próxima está em Cachoeiro de Itapemirim, a quase 80 km de distância. Algumas vezes, ele viaja a Vitória.

“Tenho um grupo de amigos e saímos juntos de carro. Vamos e voltamos no mesmo dia. Outras vezes, aproveito uma viagem, um passeio para ir ao cinema”, destacou.

O servidor público lembra que começou a anotar os filmes que assiste em 1993 e, desde então, registra todas as informações, como o dia, o local, se foi na TV, DVD ou no cinema. Também anota o tempo de duração, o elenco, a categoria e, ao final, dá sua nota.

O servidor público é organizado. No início, ele começou a registrar os filmes em um caderno. Em 2010, passou a anotar no computador.

O primeiro filme anotado em sua agenda, em 1993, foi o longa “Ewoks, a Batalha de Endor”. Naquele ano, assistiu a 88 filmes.

Thiago foi ao cinema pela primeira vez em 1995, quando tinha 14 anos. Ainda adolescente, viu a comédia Debi e Lóide em uma sala de Juiz de Fora-MG.

Entrevista com Thiago Soares Mota

Claquete: Quando começou a sua paixão pela sétima arte?

Thiago: Comecei a ver filmes em 1989. Eu tinha nove anos e via Tela Quente. Vi, por exemplo, Comando para Matar, com Arnald Schwarzenegger, que foi o filme que mais vi até hoje. Mais de trinta vezes.

Claquete: Como era conseguir assistir filmes nessa época?

Thiago: Era Sessão da Tarde e Tela Quente. A partir de 1992, quando meu pai tirou o videocassete no consórcio, comecei a anotar os dados do filme. Tenho o video-cassete aqui em casa até hoje. Tinha o problema da fita agarrar e tinha que rebobinar.

Claquete: Como é sua rotina para conseguir ver tantos filmes?

Thiago: Como trabalho de meio dia às seis da tarde, tem dia que assisto pela manhã e às vezes à noite. Tinha uma locadora aqui, mas não tinha muita opção. Alugávamos dois filmes. Acaba vendo mais de um filme por dia. Por semana são oito ou nove filmes.

Claquete: Qual o gênero que mais gosta?

Thiago: Vejo tudo. Faroeste eu vejo pouco. Terror gosto de selecionar. Mas gosto muito de Aventura e Suspenso.

Claquete: Qual seu filme favorito?

Thiago: Ben-Hur (1959), Forrest Gump e um Sonho de Liberdade.

Claquete: Como se mantêm informado sobre cinema?

Thiago: Costumo acompanhar quase todos dos dias em sites e pela internet.

Claquete: E o Oscar deste ano, realizado em fevereiro, gostou do resultado? Concorda com os ganhadores?

Thiago: Gostei mais de Três Anúncios para o Crime do que a Forma da Água.

Claquete: Para este ano, o que você está esperando?

Thiago: “Vingadores: Guerra Infinita”, com toda certeza.

Claquete: Como são suas anotações sobre os filmes?

Thiago: Eu anoto mais coisas que o nome do filme. Coloco mais detalhes. De 2010 para cá, comecei a anotar no computador e baixar até os pôsteres dos filmes. Sou bem organizado.

Claquete: Qual sua intenção?

Thiago: Faço porque gosto. Comecei e gostei do que estava fazendo. Talvez deixar um legado. Criar um acervo cultural ou uma base de dados e consultas. Já vi filme de 1922. Não vejo só filmes de Hollywood, mas já vi até Islândia para ter ideia.

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