
Aviso aos desavisados: este é um musical. Sei que muitos não gostam deste estilo e entendo os motivos. Mas para aqueles que apreciam, é uma opção.
Nada extraordinário e nem um pouco profundo, o longa-metragem garante ao expectador uma viagem exuberante à Grécia, onde supostamente se passa a história na verdade, as filmagens da sequência foram feitas na ilha de Vix, na Croácia. No primeiro filme, o cenário foi a ilha grega de Skopelos, no Mar Egeu.
As locações são lindas, mas todo brilho é dado mesmo pela fotografia de Robert Yoman. Ele conseguiu melhorar um fator mediano no primeiro filme. Todas as cenas são encadeadas de forma inteligente e as câmaras são postas em ângulos que fogem ao convencional, principalmente nas sequências de dança. Há belas simetrias e a iluminação transmite a ideia constante de que os personagens vivem em um verão europeu eterno.

Quem vive Donna na juventude é a talentosa Lily James, que vem de trabalhos premiados como a série Downton Abbey (2010-2015) e o filme Em Ritmo de Fuga (2017). Nestas obras, ela já mostrava certa capacidade magnética para trair o olhar do público. Em Mamma Mia 2, esbanja essa característica, deixando Amanda Seyfried em segundo plano.
Não por menos, cabe a Lily a grande responsabilidade de viver a versão mais jovem de Meryl Streep, a qual, com vinte indicadas ao Oscar, domina como poucos a arte de transmitir emoções. Lily dá conta do recado, mesmo com um roteiro que não ajuda.

Mas foi durante a clássica Dancing Queen que vi todos as cabeças balançarem à minha frente no Cinesystem do Boulevard Shopping, em Vila Velha.
