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TOMB RAIDER: aventura clássica com evoluções

Este é um filme de aventura e estrelado por uma mulher. Um daqueles, diga-se de passagem, com referência aos clássicos do estilo que começaram a ...

Última atualização

Este é um filme de aventura e estrelado por uma mulher. Um daqueles, diga-se de passagem, com referência aos clássicos do estilo que começaram a ganhar novo fôlego depois de Jussaric World, o mundo dos Dinossauros (2015). Tomb Raider: a origem entra na mesma safra, porém com um diferencial: é bem melhor que o primeiro longa-metragem de 2001 estrelado por Angelina Jolie — que, inclusive, fez questão de levar seu filho ao cinema no último final de semana para assisti-lo.

A escalação da atriz principal foi certeira. Alicia Vikander, ganhadora do Oscar de atriz coadjuvante por Garota Dinamarquesa (2016), tem todo o carisma que a personagem requer e em nada lembra o papel que a consagrou.

Isso, todavia, não significa que seu trabalho é mau feito. Ela assume Lara Croft em todas as suas perspectivas, se entrega ao papel e transmite em cada olhar e expressão as convicções de uma figura superconhecida no mundo pop. Esta, por sua vez, ganhou certa profundidade e deixou de ser apenas uma rica antropóloga que brinca irresponsavelmente de reunir relíquias pelo mundo.

Treino da atriz para viver a protagonistaO roteiro é bem previsível. Mas talvez por isso tenha lembrado os clássicos de Steven Spielberg, com claras referências à série Indiana Jones, estrelada por Harrison Ford. O enredo se desenvolve em torno da busca da protagonista pelo pai e envolve ilhas japonesas, maldições antigas, quebra-cabeças. Há, obviamente, muitas cenas angustiantes, as quais foram feitas pela própria Alicia, que dispensou dublê em várias delas.

Angelina Jolie em filme de 2001O que precisa ficar evidente é outro ponto de extrema importância: a protagonista é tratada como heroína e não como símbolo sexual. O filme, baseado no game de 2013 que já havia evoluído a personagem para tempos mais modernos, deixa para trás toda a áurea sexy que sempre envolveu Lara Croft. O que vemos na tela é uma jovem de 21 anos com roupas propícias ao que se propõe, calça e camisa de expedição (o famoso shortinho com revólveres nem aparece na trama principal).

Lara não é invulnerável, não é sobre-humana, não é intocável e nem sempre bela. É determinada e teimosa, como toda protagonista que precisa sustentar a jornada do herói tem de ser.

Enfim, é um bom filme para se divertir, se não criar grandes expectativas; propício para o atual momento de conquistas das mulheres; e ideal para começar uma nova franquia com um toque de aventura clássica.

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