Este é um filme de aventura e estrelado por uma mulher. Um daqueles, diga-se de passagem, com referência aos clássicos do estilo que começaram a ganhar novo fôlego depois de Jussaric World, o mundo dos Dinossauros (2015). Tomb Raider: a origem entra na mesma safra, porém com um diferencial: é bem melhor que o primeiro longa-metragem de 2001 estrelado por Angelina Jolie — que, inclusive, fez questão de levar seu filho ao cinema no último final de semana para assisti-lo.
A escalação da atriz principal foi certeira. Alicia Vikander, ganhadora do Oscar de atriz coadjuvante por Garota Dinamarquesa (2016), tem todo o carisma que a personagem requer e em nada lembra o papel que a consagrou.
Isso, todavia, não significa que seu trabalho é mau feito. Ela assume Lara Croft em todas as suas perspectivas, se entrega ao papel e transmite em cada olhar e expressão as convicções de uma figura superconhecida no mundo pop. Esta, por sua vez, ganhou certa profundidade e deixou de ser apenas uma rica antropóloga que brinca irresponsavelmente de reunir relíquias pelo mundo.


Lara não é invulnerável, não é sobre-humana, não é intocável e nem sempre bela. É determinada e teimosa, como toda protagonista que precisa sustentar a jornada do herói tem de ser.
Enfim, é um bom filme para se divertir, se não criar grandes expectativas; propício para o atual momento de conquistas das mulheres; e ideal para começar uma nova franquia com um toque de aventura clássica.
