
Encarnada pela talentosa Scarlett Johansson, que na época despontava como uma das principais estrelas de Hollywood, posto que ainda sustenta, muitos se empolgaram com as cenas de ação envolvendo a espiã. Natasha Romanoff, nome original da vingadora, apareceu pela primeira vez no segundo filme de Homem de Ferro (2010) Em Os Vingadores, sua reapresentação foi digna de elogios, com uma sequência de luta sem as mãos e envolvendo uma cadeira de madeira.
Desde então, se especulou um filme solo. Principalmente porque os demais membros do grupo – com exceção do Gavião Arqueiro — tiveram suas próprias sagas aproveitadas no cinema. Porém, até então, nenhum sinal foi emitido pelo estúdio. O problema, segundo alguns fãs, era que a personagem é considerada secundária demais. As grandes heroínas da Marvel, que estão no universo do X-Men, tiveram seus direitos vendidos para a Sony, que vai lançar Fênix Negra, por exemplo.
Coube, então, procurar outros nomes. Lançaram agora o Homem-Formiga e a Vespa, primeiro com o nome de uma mulher no título e que tem levado muitas mulheres ao cinema, surpreendendo o próprio estúdio. No próximo ano, tem Capitã Marvel, que vai suprir a carência de uma heroína superpoderosa no MCU (Universo Compartilhado da Marvel).

Costumo dizer que o estúdio, até hoje, teve uma estratégia bem interessante. Todos os personagens que fogem ao estereótipo padrão (homem, branco e hétero) foram testados em alguma franquia já estabelecida. Foi feito isso com o Pantera Negra, que apareceu em Capitão América: Guerra Civil (2016) e com a própria Vespa, que apareceu primeiro coadjuvante no primeiro Homem-Formiga (2015) e agora ganha um pouco mais de destaque.
Não que os filmes sejam definidos a partir daí, mas é uma forma de medir a aceitação dos personagens. Com isso, se algo sair do previsto, há tempo de mudar o percurso.
Depois de aparecer em, pelo menos, sete filmes do estúdio, a personagem Viúva Negra está mais do que provada e, para dirigir o filme, foi escolhida, depois de analisar mais de 70 nomes, Cate Shortland. Interessante pensar que foi seguida a mesma linha da DC em Mulher Maravilha (2017), colocando, de forma acertada, uma mulher no comando.
