
Então, não vamos falar aqui da disputa política, do Eurico, do Campello ou da crise financeira do Vasco. Vamos falar de bola, combinado?
Já disse no post A nova cara do Vasco que acho o Zé Ricardo um treinador normal. Supervalorizado e, agora, superprotegido pela crise extracampo do Vasco. Tem suas manias (como todo treinador) e não tem nas mãos um elenco tão ruim como as goleadas frequentes sofridas parecem expor. Ou o Bahia é um time tão melhor do que o Vasco para enfiar 3 a 0 sem fazer força? Ou o Jorge Wilstermann/BOL é uma potência do futebol sul-americano?
Das quatro goleadas sofridas na temporada, dá para “amenizar” as que o time levou do Racing/ARG e do Cruzeiro, ambas por 4 a 0, ambas fora de casa. Dois times realmente superiores ao Vasco em termos técnicos. Mas levar de 4 a 0 do Jorge Wilstermann e de 3 a 0 do Bahia já é demais.
Zé Ricardo tem a obrigação de “fechar a casinha”. Os erros de posicionamento são constantes, como mostram os gols sofridos de bola pelo alto. Ter uma boa defesa tem a ver com a qualidade técnica dos jogadores, mas também com treinamentos exaustivos de posicionamento.
A insistência com nomes mais velhos também irrita. Nem sempre o mais velho tem mais bola. No Vasco, isso é quase certo. Ricardo Graça, zagueiro da base, vinha bem no início do ano e sumiu após a goleada para o Jorge Wilstermann. O time inteiro jogou mal, mas só o menino pagou a conta. Erazo e Paulão cansaram de errar desde então, mas seguem intocáveis.
Bruno Cosendey é uma aposta do clube. Também veio da base e fez grande partida contra o América/MG. Foi substituído no primeiro tempo do jogo contra o Bahia pelo Wagner! Isso com Desábato e Wellington “amassando” a bola, como diria o lateral Fabrício… Ou seja, os mais velhos podem errar à vontade que permanecem. Já a paciência com os mais jovens é reduzidíssima.
A necessidade de um choque é urgente. Para os jogadores e para Zé Ricardo. Ainda acredito que o time não é tão ruim. Vale lembrar que está em quarto lugar no Brasileirão, com um jogo a menos. Mas está virando piada. Ou pior: está se acostumando a virar piada.
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E aí?
Martín Silva; Pikachu, Breno, Ricardo Graça e Ramon; Desábato, Cosendey, Giovanni Augusto e Evander; Kelvin e Ríos. É um time tão ruim assim? Não acho. Com um reforço de meio de campo para “acordar” Evander e um atacante com “cheiro de gol”, vira uma equipe competitiva, com certeza!
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Elas merecem!

Até agora, foram três jogos. Vitória sobre o Grêmio (!) por 1 a 0, no Kleber Andrade; derrota para o América/MG por 2 a 0, fora de casa, e vitória sobre o Duque de Caxias, novamente no Kleber Andrade. Ou melhor, GOLEADA (em caixa alta mesmo!) por 5 a 1 sobre o Duque de Caxias.
O Vila é o terceiro colocado no seu grupo, com seis pontos, um ponto atrás de Inter e América/MG. São oito equipes por grupo, que se enfrentam em turno único, e avançam apenas as duas melhores para a fase semifinal. O regulamento é ingrato e a classificação, difícil. Muitos times e poucas vagas. Mas vale a pena torcer pelas guerreiras do Vila Nova.