
Sua curta — e boa carreira — tem números interessantes pelo Flamengo, time que assumiu meio sem querer quando Muricy Ramalho, por problemas de saúde, deixou o cargo. Entre maio de 2006 e agosto de 2017, foram 47 vitórias, 25 empates e 17 derrotas. Um aproveitamento de 62,2% e o título do Carioca do ano passado.
Surpreendeu ao assumir o Vasco ainda em 2017. Apesar da identificação com o maior rival, foi bem por lá e levou um time limitado à Libertadores de 2018. Este ano, porém, não convenceu e pediu a conta no início de junho. Foram 50 jogos no total pelo Vasco, com 22 vitórias, 13 empates e 15 derrotas. Aproveitamento de 52,7%.
Nos dois trabalhos anteriores, montou times competitivos. E foi perseguido pela torcida por causa da insistência (ou teimosia) com alguns jogadores.
Mas acho que o maior risco que Zé Ricardo corre ao aceitar a proposta do Botafogo é ficar marcado como treinador “tampão” ou “bombeiro”, aquele que é lembrado apenas quando o time já vai mal das pernas.
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Erro zero daqui para frente
Uma coisa é certa: Zé Ricardo fará um trabalho bem melhor do que Marcos Paquetá. Este foi uma invenção do departamento de futebol do Botafogo, que deveria ser cobrado, por sinal. Já errou tudo e mais um pouco nesta temporada. Não pode errar mais.
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Dilema de Barbieri

Barbieri teve de escolher entre escalar a força máxima contra os reservas do Grêmio ou descansar alguns dos principais jogadores, pensando na partida contra o Cruzeiro pela Libertadores. Ficou no meio termo. Dos titulares, jogaram Diego Alves, Rodinei, Renê, Cuéllar, Paquetá, Éverton Ribeiro e Uribe. Penso que Paquetá e Éverton Ribeiro poderiam ter sido poupados também.