
E em cinco meses de trabalho, a frieza dos números mostra que deu certo. São 29 jogos oficias na temporada, com 68,9% de aproveitamento. Números traduzidos no título carioca indiscutível, classificação para as oitavas de final da Libertadores, time a um empate das quartas de final da Copa do Brasil e, desde domingo, no G-6 do Brasileirão.
Só que futebol não é só estatística. É paixão. E, aí, o casamento entre Abel e Flamengo não deu certo. As vaias na derrota para o Atlético/MG, com um jogador a mais, e as vaias na vitória de virada sobre o Athletico/PR, nos acréscimos, praticamente fecham o ciclo. Ou deveriam fechar.
A relação não é saudável hoje para o clube, a torcida, o time e, é claro, o próprio Abel. A expressão do treinador ao fim do jogo contra o Athletico/PR foi preocupante. Desgaste total. E vale lembrar que ele já passou mal este ano por estresse na beira do campo…
Tem culpa
Abel tem culpa na impaciência da torcida. Após cinco meses de trabalho, o Flamengo não tem padrão de jogo. Avança e vence na individualidade dos jogadores de frente. Continua fazendo uma pressão “mentirosa”, aquela na qual despeja um caminhão de bolas cruzadas na área adversária. Às vezes, dá certo.
E mesmo que Arrascaeta tenha sido supervalorizado ao ser contratado como o mais caro da história do clube, não pode ser banco. Um problema que Abel não conseguiu resolver.
Quem?
