
O crescimento dele nesta temporada é nítido. Alguns atribuem isso aos jogos do Flamengo sem Diego, que permitiram ao camisa 7 ter mais espaço e participação nas jogadas ofensivas. Há, porém, um fator bastante relevante: a pré-temporada. Parece desculpa, mas não é. Éverton Ribeiro chegou ao Flamengo no meio da temporada passada, vindo de um futebol árabe que tem níveis inferiores de exigência técnica e física. Este ano, começou do “zero”, junto com o restante do time, e com condições de alcançar a melhor forma.
Mas, para mim, a questão é outra. Mesmo no segundo semestre do ano passado, quando a torcida se perguntou “onde está aquele Éverton Ribeiro do Cruzeiro?”, eu ficaria com ele no lugar do Diego. E explico (ou tento).
Diego chegou bem ao Flamengo e fez bem ao time. Mas há algum tempo tem “jogado pra galera”. Dá um carrinho aqui, outro acolá, gira em cima da bola e… nada. Muitos toques para os lados. Era salvo pelas cobranças de falta e de pênalti.
Éverton Ribeiro não enchia os olhos, é verdade. Mas seus passes são sempre em grau de dificuldade superior aos do Diego. É aquele passe por trás dos zagueiros, quebrando as linhas (para usar o linguajar dos professores/treinadores de hoje). Mais chance de errar, porém, mais decisivos. Este ano, em forma e com mais fome de gol (já são quatro gols na temporada), pode assumir o posto de dono do time, que até então era do Diego.
Ah, mas eles podem jogar juntos? O Barbieri ganha muito bem para responder isso. Mas começo a duvidar. Mas se for para tirar o Diego e escalar o Geuvânio, deixa o Diego lá mesmo.
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Ah, Zé!

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Mata-mata
A fase de grupos só termina na semana que vem. Mas vale explicar um pouco do regulamento da Libertadores. Pegando o exemplo do Grupo 4, River Plate e Flamengo já garantiram as vagas, faltando definir quem avança em primeiro lugar às oitavas de final.
Os confrontos do mata-mata são definidos em sorteio. De um lado, os líderes dos grupos. Do outro, os segundos colocados. Então, passar em primeiro lugar significa enfrentar, teoricamente, um adversário menos forte, que fez campanha pior na fase de grupos.
Só que algumas pedreiras são inevitáveis. Por exemplo: o Grupo 8 já está definido e o Palmeiras passou em primeiro, com o Boca Juniors em segundo. Qual o mais fácil? Nenhum. O Palmeiras tem a melhor campanha geral. E o Boca é o Boca… No Grupo 5, Cruzeiro e Racing estão classificados e são duas equipes candidatas ao título. Para completar, nada impede que times de um mesmo grupo voltem a se enfrentar nas oitavas. Ou seja, o Fla pode reencontrar o River na fase seguinte.
Ter uma dose de sorte no sorteio não faz mal a ninguém…
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Parabéns ao Atlético Itapemirim

Na final, a bola queimou no pé do Galo da Vila. Jogadores importantes como Fabiano e Pikachu não foram bem. Mas acontece. Pesou a maior tradição do Paysandu, o maior investimento. Mas o Atlético Itapemirim deixou seu nome marcado na história do futebol capixaba.
Agora é torcer por continuidade, para o time não fechar as portas como aconteceu com várias equipes do Estado bancadas praticamente por prefeituras nos últimos 20 anos.