
Pressionado pela primeira vez depois de quatro rodadas sem risco de perder a liderança, o Fla reagiu bem. Se o clássico não foi de encher os olhos, pelo menos o time rubro-negro tomou as rédeas e não deu sopa para o azar. Isso porque um empate ou uma derrota poderiam custar a primeira colocação e, aí sim, a pressão voltaria com tudo ao Ninho do Urubu.
Barbieri, que no primeiro jogo pós-Copa apostou em Marlos Moreno como substituto de Vinicius Júnior, surpreendeu com Matheus Sávio como titular (Marlos estaria lesionado). Outro prata da casa. Aí pergunto: será que o clube precisa mesmo de contratações de jogadores que não sejam acima da média? No lugar dos chamados reforços para compor elenco, não seria melhor apostar em quem já está lá no clube?
Não acredito, por exemplo, que Romulo, Marlos Moreno e Henrique Dourado são superiores a Jean Lucas, Matheus Sávio e Vizeu (que agora já foi embora). E nem acho o Matheus Sávio esse jogador todo. Na real, deve continuar no banco, pois o clube busca Vitinho para o lugar de Vinicius Júnior.
***
Paquetá alvinegro

Aos 59 anos, deu seu cartão de visita com uma boa atuação do Botafogo contra o Corinthians. A derrota por 2 a 0 foi “mentirosa”, pois o goleiro Cássio, do Corinthians, foi o melhor em campo. Contra o Flamengo, não houve mentira. O Botafogo foi nocauteado logo no início do jogo. E as tentativas de diminuir o placar pareciam mais no oba-oba do que num plano tático específico.
Uma grande atuação, outra ruim. Melhor esperar mais para saber qual o tamanho da aposta que o Botafogo fez — ou do risco que assumiu.
***
Encheu o saco
Depois de muito silêncio, Neymar falou. Por dois dias seguidos. E, cheio de ironia, garantiu que não liga para as críticas que recebeu na eliminação do Brasil na Copa do Mundo. “Essa encheção de saco não é mais para mim, já passei por essa fase”.
Então empatamos, caro Neymar, porque eu também já estou de saco cheio de esperar por um crescimento ou amadurecimento do maior talento do nosso futebol atual. Segue o jogo.