
Numa semana decisiva, dois favoritos foram eliminados. O milionário Palmeiras caiu diante do Boca Juniors na Libertadores, sem direito a questionamentos. E o Grêmio, badalados mais pelos resultados recentes do que pelo elenco em si, também foi embora da Libertadores, eliminado pelo River Plate.
E o Flu, para lá de azarão, eliminou na Copa Sul-Americana o Nacional/URU. Um clube de tradição enorme, três vezes campeão mundial (1971, 1980 e 1988) e três vezes campeão da Libertadores (1971, 1980 e 1988), e 46 vezes campeão uruguaio! Um gigante, sem dúvidas, ainda que não viva hoje o seu auge.
Auge que o Fluminense poderia ter vivido em 2008, quando bateu na trave na final da Libertadores. Um timaço com Thiago Neves, Thiago Silva, Washington, Conca, Cícero, Dodô…
No ano seguinte, fez história ao escapar do rebaixamento depois de ter 99% de risco de queda e, ao mesmo tempo, chegar à final da Sul-Americana. Com Conca e Fred, ainda assim não levou a taça.
Em 2018, não há nomes, não há harmonia com a torcida e, até a vitória fora de casa sobre o Nacional/URU, com gol do questionado Luciano, também não havia esperança. Mas agora o cenário muda. É hora de a torcida fazer a parte dela, esquecer as mágoas com a diretoria, que apequenou o clube nos últimos seis anos, e abraçar o time.
Maracanã lotado e confiança nos jogadores. Com essa combinação, fica difícil duvidar do Fluminense.
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VAR

As semifinais da Libertadores também tiveram interferência (ou melhor, auxílio) direta do VAR em lances de gols decisivos.
Na coletiva pós-eliminação, o técnico do Palmeiras, Luiz Felipe Scolari, confessou que ainda há dificuldade de entendimento da tecnologia. O lance acontece e todos ficam esperando o árbitro principal botar a mão no ouvido, sinal de que está recebendo informações do VAR. Faz o gol e aí? Comemora ou espera pela confirmação do VAR?
Adaptações levam tempo. Mas vão acontecer. O que não muda é que o VAR já faz parte do futebol.