
A seleção caribenha se fechou e abriu mão de jogar. Estava mais do que satisfeita com o empate em 0 a 0. E a Seleção até conseguiu furar o bloqueio algumas vezes, mas as finalizações não foram eficientes. Gabriel Jesus acertou o travessão em cabeçada, Neymar perdeu dois gols — um de dentro da área e outro de fora da área, sem marcação —, Coutinho e Marcelo deram chutes fracos e em cima do goleiro Navas.
O gol que decidiu o jogo foi o do Philippe Coutinho. Ali, saiu uma tonelada de cima das costas dos jogadores brasileiros. O gol do Neymar foi para fechar a conta e dar um alívio pessoal ao camisa 10.
Contra a Suíça, o Brasil sofreu mais. Contra a Costa Rica, teve mais chance de gol. Ainda não foi a atuação que todos esperam, mas as chances estavam lá.
Tite foi excelente hoje nas alterações. Ousou e se deu bem. Para ganhar Copa do Mundo, também é preciso coragem para arriscar. O sonho hexa está vivo!
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Neymar

Vai ser o jogador mais caçado em todos os jogos. Pela qualidade individual que tem, pelos dribles que tenta. E também por prender muito a bola e gostar de provocar os adversários — vide a lambreta que deu quando o Brasil já vencia por 1 a 0.
É uma equação que ele precisa resolver. Ser o centro das atenções tem as vantagens, mas também tem o seu ônus. Não adianta dar chilique (levou cartão amarelo), xingar e continuar provocando.
O camisa 10 não brilhou contra a Costa Rica. Mas o gol que fechou a conta da partida pode ser o combustível que faltava para ele se soltar na Copa. Mesmo sem “comer a bola”, já fez mais do que Messi na Rússia. É o que os torcedores esperam para aumentar a confiança no hexa.
Ah, em tempo: foi pênalti.
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O diferente

O atacante mostrou isso contra a Costa Rica. O time estava com o lado direito engessado, sem as triangulações que acontecem do outro lado com Marcelo, Coutinho e Neymar. Douglas Costa entrou e acendeu aquele lado do ataque brasileiro.
As triangulações ainda inexistem, já que Paulinho não repete as atuações que costuma ter pela Seleção e Fagner — ou Danilo, no caso do primeiro jogo — não tem a presença que Daniel Alves tinha por ali. Mas a característica de usar velocidade e partir para o drible fizeram a Seleção ficar menos manca com Douglas Costa. Equação para Tite resolver.
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A vilã da Copa
Você certamente já ouviu alguém falar da linha de cinco nesta Copa. Mas o que é isso? É a vilã do Mundial. É como a elogiada Islândia, por exemplo, se fecha na defesa. E foi como a Costa Rica enfrentou o Brasil. São cinco jogadores em linha à frente do goleiro. E não sobra espaço para praticamente mais ninguém na área.
Como enfrentá-la? Muito toque de bola e inversão de lado para tentar criar o “um contra um” em um dos lados. Aí, entra o drible, a qualidade individual. Ficar tocando para lá e para cá, mas sem velocidade na troca dos passes, não funciona! E só reclamar da postura dos adversários também não resolve. Os treinadores são muito bem pagos para pensar numa solução ofensiva, não acham?