
Mano Menezes é um treinador pouco ousado, até pragmático. Joga, quase sempre, pelo resultado que interessa naquele dia. O Cruzeiro dele pode — e, na minha opinião, deveria — jogar muito mais. Mas joga o suficiente. Tem dado certo e o time está a dois jogos de se isolar como o maior campeão da Copa do Brasil. Hoje, tem os mesmos cinco títulos do Grêmio.
O Corinthians viveu seu grande momento nos últimos anos. Com Mano, Tite e, recentemente, Fábio Carille. Em comum, poucos gols. Marcados e sofridos. Eficiente na defesa e preciso nas poucas vezes que vai ao ataque. Alguém aí pensou na vitória por 2 a 1 sobre o Fla quando leu isso? É exatamente isso. Falta qualidade, talento, mas não falta disposição e entrega tática. É o Corinthians que o torcedor corintiano entende.
Felipão assumiu o Palmeiras e o time decolou! Já é vice-líder do Brasileirão, está em ótima situação na Libertadores e caiu na semifinal da Copa do Brasil em dois jogos equilibrados contra o Cruzeiro. A defesa sofre poucos gols. E os jogadores olham para Felipão e acreditam no que ele fala quando a coisa aperta. Mesmo eliminado da Copa do Brasil, tem tudo para fechar o ano muito bem.
E o Flamengo? Esse segue na mesma. As trocas de jogadores não dão resultado, o time está marcado pelos adversários e repete à exaustão o falso domínio dos jogos. Fica com a bola, cisca para lá e para cá, abusa dos cruzamentos e, na verdade, praticamente não leva ameaça real aos goleiros adversários…
O torcedor rubro-negro em geral não entende este Flamengo organizado, com contas em dia, CT de primeiro mundo — tudo isso é excelente, diga-se de passagem —, mas que não sente dor quando perde. A cada derrota, o conformismo se repete. É o tal do “vamos trabalhar para o próximo jogo…”.
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Quem assume?

Eis o dilema rubro-negro: esperar até lá e correr o risco de ver o Brasileirão também ir ladeira abaixo ou apostar numa troca agora, mesmo que o escolhido não seja o nome dos sonhos do clube?
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Papelão
O Brasil está em crise. Econômica, política e ética. Faltam bons exemplos, falta caráter, falta identidade. E em meio a tudo isso, um péssimo exemplo vem da seleção brasileira de vôlei. Ou melhor, do técnico dela.

Pior foi depois: em nota oficial da CBV, Renan nega que tenha soltado a bola de maneira proposital. É brigar com as imagens, que são claríssimas! Não teve a sensatez de assumir o erro. E ainda disse que achou a punição rigorosa! Lembra da ética? Então…