18 de março de 1994. Estádio Engenheiro Araripe, em Cariacica. Eu estava no estádio e vi o chute de Arildo Borges, aos 43 minutos do segundo tempo, vencer o goleiro Rodrigo Cruz e empatar o jogo para o Linhares (Esporte Clube, já extinto) diante do Fluminense de Branco, “Monsieur” Luiz Henrique e Super Ézio. O 1 a 1 classificou o time capixaba para a segunda fase da Copa do Brasil.
Aquele Linhares foi até as semifinais, eliminando São José/AP, Comercial/MS nas duas fases seguintes, e parando no Ceará, que acabou vice-campeão (o Grêmio levantou a taça).

A Copa do Brasil mudou. Em 1994, tinha 32 times. Hoje, são 91! A premiação aumentou exponencialmente. O Serra, por exemplo, levou R$ 525 mil de cota pela primeira fase e, com a classificação histórica diante do Remo, já garantiu mais R$ 625 mil da cota da segunda fase. São R$ 1,250 milhão para entrar no orçamento do clube!
Histórico! Emocionante! Gigante! Espetacular! Todos os adjetivos servem para dimensionar a façanha do Serra no Robertão. Parabéns!!!
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Que venha o Vasco!
Verdade que o cruzamento não ajudou, colocando já o Vasco no caminho do Serra. Mas o regulamento da Copa do Brasil adotado desde o ano passado permite a possibilidade de surpresas nas duas primeiras fases. E acho até que há mais chances delas acontecerem na segunda fase.

Fica uma dúvida: jogar no Kleber Andrade, pensando num público e renda maiores? Ou no Robertão, pensando na questão técnica?
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Série C mais perto
É claro que todo mundo no Serra foi dormir ontem e acordou hoje pensando na Copa do Brasil. Mas lembro que o time tem uma outra missão, até mais importante: tirar o futebol capixaba da Série D do Brasileiro.
Com as cotas das duas primeiras fases da Copa do Brasil, o Serra vai ter um orçamento que, acredito, time algum do Estado já teve desde que estamos no fundo do poço. Mais precisamente, desde 2009, ano da criação da Série D.
Um bom planejamento, com boas contratações, pode nos levar para a tão sonhada Série C. E, chegando lá, é daí para cima, sem dúvidas.
Passou da hora de um time capixaba subir e puxar os demais. Por que não o Serra? Afinal, quebrar tabu é com ele mesmo!