
Um capitão que virou reserva com o novo treinador, mas que volta no momento decisivo e faz o gol mais importante do ano! Mais Botafogo do que isso, impossível!
Carli, é claro, não foi o único herói alvinegro. O que falar de Gatito? Desbancou ninguém menos do que Jefferson, o maior ídolo recente do clube! O que ele tem feito nas cobranças de pênalti faz lembrar os momentos do argentino Goycochea na Copa de 90 e do Dida na virada dos anos 2000. O batedor começa a perder a cobrança já na caminhada em direção à bola.
O título carioca não transforma este Botafogo em um timaço. Mas há boas novidades no time do Alberto Valentim, como os laterais Marcinho e Moisés e o meia-atacante Luiz Fernando, que começou a se soltar no fim do campeonato. Dá para sonhar alto no Brasileirão? Ainda não. Faltam reforços? Sim. Mas hoje é dia de comemorar e tirar onda com os torcedores rivais.
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Galã

Já para quem analisa seu trabalho apenas como treinador, deu algumas derrapadas. Barrou Carli, culpou arbitragem, reclamou do regulamento… Na Taça Rio, o Botafogo não convenceu. Perdeu os dois clássicos que disputou (1 a 0 para o Fla e 3 a 2 para o Vasco) e avançou em segundo lugar no Grupo C, com 10 pontos, quatro a menos do que o Fluminense. Venceu o Vasco na semifinal do segundo turno por 3 a 2, mas levou de 3 a 0 do Flu na decisão. Ainda assim, a “virada” começou ali.
No jogo seguinte, vitória por 1 a 0 sobre o favorito Flamengo na semifinal do Carioca (no retorno do Carli). Nas finais, derrota no fim para o Vasco por 3 a 2 na ida e vitória no fim por 1 a 0 na volta, com o título nos pênaltis.
No total, em dois meses, Valentim comandou o Botafogo em 11 jogos. Foram seis vitórias, um empate e quatro derrotas. Aproveitamento de 57,5%. E o primeiro título da carreira de mais um treinador da nova geração.
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O fora

E agora, Fla?