
Tricampeão mundial em 2002, 2006 e 2010, o Brasil foi vice em 2014, perdendo para a Polônia. E volta a decidir o título no Mundial este ano, o primeiro sem Bernardinho e com Renan Dal Zotto como treinador.
Por sinal, nos 16 anos tivemos gerações diferentes. A primeira, ainda com Mauricio, Giovane e Nalbert. Depois, com a consagração do gênio Ricardinho, Dante e Giba. No tri, em 2010, já com protagonismo para Bruno, Murilo e Lucão. Agora, Douglas Souza e Lipe, Wallace, Evandro e Willian, todos já campeões olímpicos!
Não conheço outra seleção de modalidade coletiva com uma sequência tão incrível como essa seleção brasileira masculina de vôlei.
A camisa pesa, sim. Os adversários respeitam e temem o uniforme amarelo do outro lado da rede. E olha que, desta vez, nem éramos os favoritos! O Brasil chegou à final sem seus dois ponteiros titulares, Lucarelli e Maurício Borges, que estão machucados e nem foram para o Mundial! E a função do ponteiro é dar equilíbrio ao time. São eles os responsáveis, junto do líbero, pela recepção do saque adversário. Função que o Lipe e o Douglas Souza assumiram muito bem neste Mundial.
Seja qual for o resultado da final, certo é que o Brasil tem a maior dinastia do vôlei mundial!
***
Nem tanto?
Se o Brasil é a referência mundial quando o assunto é vôlei, isso se deve ao trabalho que é feito com as seleções brasileiras, principalmente as adultas. Quando o assunto é clube, a história é outra. Os atletas têm sofrido com falta de equipes, muitos clubes fecham as portas por falta de patrocinador, todo ano tem clube que dá calote nos jogadores/treinadores…
A atenção à formação da base também caiu. Os atletas da base jogam pouco em nível competitivo, por exemplo. E o vôlei, de tantas glórias, ainda está restrito às regiões Sudeste, principalmente, e Sul. Centro-Oeste, Nordeste e Norte estão fora do mapa principal da modalidade no País…
***
A velha novidade

E o mesmo Dorival que não servia àquela época, é agora a aposta para salvar a… administração Bandeira de Mello! Por salvar, entenda-se ganhar o Brasileirão.
Ele tem 12 jogos para isso. E, mesmo que consiga, dificilmente começa o ano no clube, já que ninguém esconde (nem situação, nem oposição), que o sonho para o ano que vem é ter Renato Gaúcho ou Abel Braga no cargo.