
Quando soube que o clube buscava um novo treinador, confesso que torci o nariz. Não fazia muito sentido convencer o auxiliar Wesley Martinelli a assumir (de novo!) o time de forma efetiva, levá-lo, no mínimo, à semifinal do Capixabão e depois dispensá-lo. Numa conversa interna da editoria de Esportes de A Tribuna, discutíamos que a troca só faria sentido caso chegasse um treinador de peso. Chegou. Ponto para o Vitória.
Não que Valdir, que foi um ótimo atacante na década de 90, já tenha uma carreira consolidada como treinador, cheia de vitórias importantes e títulos. Não tem. Mas sempre que chamado a assumir o time principal do Vasco, ele mostrou qualidade. E também teve a cumplicidade dos jogadores, primordial para comandar um grupo.
Posso estar errado, mas arrisco a dizer que comandar o Vitória na Série D é o grande trabalho do novo treinador. Na última divisão do futebol brasileiro, e longe dos holofotes do futebol carioca, Valdir vai ter a oportunidade de expor suas ideias, testar sistemas, tomar decisões e amadurecer na profissão.
Reforço
Loco Abreu foi um golaço do Rio Branco. A exposição do clube ultrapassou os limites do Estado e, dentro de campo, o uruguaio até que foi bem. Fez gols, mostrou liderança e pode ser finalista do Capixabão vestindo a camisa 13 capa-preta.
Valdir Bigode também chega com um pacote completo. E tem um diferencial: o reforço na torcida. Os vascaínos no Estado já mostraram que vão vestir azul e branco na Série D. O estádio Salvador Costa vai ficar pequeno para tanta gente!
Torcida
Nada contra o supertradicional Estrela e o sempre presente Real Noroeste, mas uma final de Capixabão entre Vitória e Rio Branco, neste momento, seria sensacional! Um prêmio aos dois clubes que ousaram pensar “fora da caixinha” no nosso futebol.