
Ele faz por onde. Está pronto? Não. Precisa melhorar, principalmente, nas finalizações. Ainda toma algumas decisões erradas na definição das jogadas, mas tem tudo para ser um dos grandes do escalão mundial em pouco — pouquíssimo — tempo. Até porque, vamos combinar, não há no mundo tantos jogadores espetaculares. Há muitos bons, alguns ótimos, e pouquíssimos realmente craques!
Vinicius Júnior pode bater de frente com Mbappé nos próximos anos. Quem sabe a dupla não “herda” o duelo que, nos últimos 10 anos, pertenceu a Messi e Cristiano Ronaldo? Por que não? E, sim, acho que os dois podem deixar até Neymar para trás. O camisa 10 da Seleção já tem 27 anos e, apesar dos números assombrosos na carreira, ainda não alcançou o apogeu que se esperava dele…
A renovação

Há outros nomes, mas que não consigo cravá-los como jogadores para os próximos 10 anos da Seleção, por exemplo. Eder Militão (Porto), Fabinho (Liverpool), Allan (Napoli) e Everton (Grêmio) são bons jogadores, mas não são ótimos. Podem virar, podem se firmar com a amarelinha, mas são aqueles que vão encarar concorrência nos próximos anos.
Felipe Anderson é um caso à parte. Revelado na “água benta” da Vila Belmiro, já teve lobby pela sua convocação quando foi bem no Lazio, da Itália. Esteve na Olimpíada do Rio/2016, mas não foi marcante. Vamos esperar. E torcer.
A dor de cabeça
Tite tem um bom número de opções para renovar, com qualidade alta, a Seleção do meio para frente durante o ciclo até a próxima Copa do Mundo. O problema está lá atrás.

O pior é não enxergar quem poderiam ser os laterais substitutos. Jorge, ex-Fla e que vai reforçar o Santos, seria uma possibilidade. Mas sua passagem pela Europa (Monaco e Porto) passou longe de ser o que prometia. E no lado direito? Cri…cri…cri… Desse jeito, Daniel Alves joga até a Copa de 2022.
Os 11
Alisson; Daniel Alves, Marquinhos, Miranda e Filipe Luís; Casemiro, Arthur, Paquetá; Vinicius Júnior, Richarlison e Firmino. Seria o meu time titular para os próximos amistosos. E o seu?