- Vitória, ES 22°C

Vitória 22°C

Anúncio
Regina Navarro Lins

Diversão e prazer sexual

Na segunda metade do século 17 houve uma grande invasão da pornografia em Londres e Paris. As obras pornográficas aparecem abruptamente por volta de ...

Última atualização

Na segunda metade do século 17 houve uma grande invasão da pornografia em Londres e Paris. As obras pornográficas aparecem abruptamente por volta de 1650. Inicialmente traduzia resistências dirigidas contra o Estado e a Igreja, passa a recusar uma sexualidade por demais controlada.

Tanto em Londres quanto em Paris, as classes superiores têm acesso a amplas possibilidades de diversão e de prazer sexual. Um longo período de “incrível hedonismo” precede os rigores vitorianos do século 19. O enfraquecimento do conceito de pecado, também ligado aos fenômenos urbanos e científicos, tem igualmente um papel importante.

Grande interesse pelo tema

A pornografia do século 18 pode ser definida como a apresentação escrita ou visual de todo comportamento sexual, que viola deliberadamente os tabus morais e sociais aceitos. De 1660 a 1800, o interesse pelo assunto só faz aumentar. Numerosas traduções de autores antigos ou contemporâneos, particularmente franceses, são publicadas. Além de seu efeito de resistência às ditaduras morais e religiosas, a pornografia atrai uma intensa curiosidade.

Feministas suecas

As feministas suecas defenderam a tese de que a liberação sexual dos anos 60 e 70 eliminou proibições formais, mas sem com isso modificar em profundidade os esquemas tradicionais. Elas denunciam como a literatura pornográfica ilustrava as relações homem-mulher.

Em 1964, por exemplo, foi criada a revista Expedition 66, que pretendia ser o equivalente feminino da Playboy, oferecendo a suas leitoras alguns pin-up masculinos. Mas por falta de leitoras e principalmente de modelos, a revista durou pouco. Nina Estin, a redatora-chefe, se recusou, com uma honestidade bem sueca, a recorrer aos arquivos de revistas homossexuais.

A pornografia continuou visando a apenas uma clientela essencialmente masculina.

Excesso de romantismo

“Na floresta, gritei como um demônio; rolei no chão; triturei ramos com os dentes… Num acesso de raiva, mordi minha mão com força; o sangue jorrou, e eu cuspi para os céus um pedaço de carne viva… Eu gostaria de ter cuspido o meu coração, naquele momento.” Esta foi a carta escrita por um jovem francês, estudante de Medicina, no século 19, que sofria por não ter visto a mulher amada por três semanas.
Torrentes de emoções

Ao contrário dos racionalistas do século 18, que reprimiam as emoções e liberavam a sexualidade, os românticos do século 19 restringiam a sexualidade e deixavam fluir torrentes de emoções.
É comum se pensar no amor como se ele nunca mudasse. A forma com que amamos é construída socialmente, e em cada época e lugar se apresenta de um jeito. Crenças, valores, expectativas, determinam a conduta íntima de homens e mulheres.

Novas formas de se relacionar

A partir dos anos 1960, o surgimento da pílula e os movimentos de contracultura – feminista, gay, hippie – aliados ao mundo da internet, iniciaram a possibilidade de se experimentar novas formas de relacionamento amoroso. O sociólogo inglês Anthony Giddens chama de “transformação da intimidade” o fato de milhares de homens e mulheres ocidentais estarem tomando consciência da importância de desaprender e reaprender a amar.

As preciosas francesas

As preciosas francesas, no século 17, foram a origem do primeiro questionamento da identidade masculina. Alguns homens, os preciosos, aceitaram esse questionamento e adotaram uma moda feminina e refinada – perucas longas, plumas extravagantes, roupas com abas, pintas no rosto, perfumes, ruge. Recusavam-se a manifestar ciúme e a se comportar como tiranos domésticos.

Mais Lidas

Ver tudo ›

    Bem-vindo(a) ao
    Tribuna Online!

    Seu bloqueador de anúncios está ativo.

    A publicidade ajuda a manter nosso jornalismo. Libere os anúncios para apoiar o Tribuna Online.

    Obrigado por apoiar o jornalismo local.