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Economia

1.800 funcionários dos Correios com emprego garantido por 18 meses no Estado

A Câmara dos Deputados aprovou ontem o texto que abre caminho para a privatização dos Correios. O projeto segue para análise dos senadores.Um ...

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A Câmara dos Deputados aprovou ontem o texto que abre caminho para a privatização dos Correios. O projeto segue para análise dos senadores.

Um dispositivo do projeto prevê a estabilidade por 18 meses para funcionários da estatal após privatização da empresa. No Estado, são 1.800 servidores da estatal. Eles só poderão ser demitidos neste período por justa causa.

A empresa que vier a comprar os Correios terá, ainda, que disponibilizar aos funcionários um Plano de Demissão Voluntária (PDV), com período de adesão de 180 dias a contar da privatização. Os funcionários que vierem a aderir ao PDV terão direito a indenização equivalente a 12 vezes a remuneração, manutenção do plano de saúde por 12 meses e plano de requalificação profissional.

O modelo escolhido pelo governo para a privatização dos Correios e previsto no projeto foi a venda de 100% da estatal. Um leilão deverá ser realizado no primeiro semestre do ano que vem para concretizar a venda.

A empresa que comprar os Correios terá exclusividade mínima de cinco anos sobre os serviços postais, ou seja, carta, cartão postal, telegrama e demais correspondências. O contrato de concessão do serviço, a ser assinado após a privatização, poderá estipular um prazo superior a cinco anos.

O texto-base aprovado veda o fechamento das agências que garantam a prestação do serviço postal universal em áreas remotas do País. Ou seja, a empresa que adquirir os Correios terá de manter as agências em cidades que possam ter baixa atratividade econômica.

O texto também incluiu a previsão de uma “tarifa social” para atendimento dos usuários que não tenham condições econômicas de pagar pelo serviço de cartas e telegramas.

Com a venda dos Correios, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) será transformada em Agência Nacional de Telecomunicações e Serviços Postais e vai regular e fiscalizar o setor postal (cartas, telegramas e demais correspondências).

A privatização dos Correios é uma das prioridades do Ministério da Economia. A estatal acumulou prejuízo de R$ 3,943 bilhões entre 2013 e 2016, mas desde 2017 vem registrando resultados positivos.
 

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