Sem conseguir resolver o problema diretamente com os bancos, 40 mil consumidores na Grande Vitória buscam a Justiça por causa de cobranças e negativações indevidas, valores sacados não reconhecidos em seus extratos e longas filas de espera.
Segundo o juiz Paulo Abiguenem Abib, do 4º Juizado Cível de Vitória, somente na capital são 14 mil ações em tramitação no momento contra os serviços dos bancos. “Mais da metade dos processos tramitando no juizado em que atuo são referentes a instituições financeiras. Junto com a área de telefonia, elas lideram as ações.”
Ele completou que, em média, 70% dos pedidos de consumidores são consideradas procedentes e eles acabam indenizados pelas empresas. “Muitas pessoas recorrem a juizados especiais para resolverem os problemas por não conseguirem as soluções de forma administrativa”.
Cobrança duplicada no cartão

Foi somente ao retirar o extrato de sua conta corrente que a dona de casa Janete Francisco Santos, de 36 anos, descobriu um erro: na compra do aparelho celular, o valor foi debitado duas vezes. “Não consegui resolver nada com o banco. Na loja, eles diziam que não tinham passado duplicado. E no banco não tinha resposta. Procurei o Procon e, só depois da reclamação, devolveram o valor e mais um pouco. Como consegui resolver, não precisei acionar a Justiça”.
Carlos Mobutto e Francine Spinassé
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