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Economia

“Abrir o próprio negócio não é sonho, é trabalho árduo”

A ideia de ter a própria empresa está cada vez mais presente no pensamento da população. Mas ser dono do próprio negócio pode não ser tão simples ...

Presidente executivo do Giraffas

Última atualização

A ideia de ter a própria empresa está cada vez mais presente no pensamento da população. Mas ser dono do próprio negócio pode não ser tão simples assim, diz o presidente-executivo do Giraffas, Alexandre Guerra.

“Abrir o próprio negócio não é um sonho, é um trabalho árduo. É viver a realidade no dia a dia para tentar viver um sonho”, disse ele, que gerencia uma das maiores redes de fast-food do Brasil. O Giraffas foi fundado em 1981 e tem mais de 480 lojas no Brasil e nos EUA.

Guerra é um dos palestrantes do Seminário Tribuna de Planejamento e Gestão, que ocorre na terça-feira, no Centro de Convenções de Vitória, em Santa Lúcia. Ele vai falar sobre o tema “Empreendedorismo de Verdade – A Realidade no Mundo dos Negócios”.

O evento será das 9h às 12h30, é gratuito e ainda contará com a palestra de Roberto Wik, diretor da empresa Cognizant, que falará sobre tema “Futuro do Trabalho e as Profissões do Futuro”. As inscrições podem ser feitas pelos sites www.tribunaonline.com.br e www.jacredenciei.com.br.

A Tribuna – O Giraffas é um exemplo de empreendedorismo que deu certo. Na década de 1980, não era tão falado como hoje. A que atribui o sucesso?

Alexandre Guerra – O Giraffas tem 38 anos de mercado. Começamos com algo regional, em Brasília e Goiás, mas na década de 1990 percebemos que nenhuma rede de fast-food oferecia comida. Assim, de 10 pratos vendidos na rede, oito são com refeição. É uma comida tipicamente brasileira, com preço baixo. Isso mostra que inovamos, nos reinventamos. Soubemos inovar na hora e da forma certa. Por isso, hoje, somos o maior do País.

Vocês batem de frente com redes de fast-food internacionais. Como estar atento à competitividade, mantendo as características próprias?
Oferecemos sempre bons produtos e atendemos bem todos os clientes. E mantemos isso ao longo de 38 anos de mercado. Somos consistentes no que nos propomos a fazer. Isso se chama empreendedorismo.

O mundo está em constante mudança. Como aproveitar isso no desenvolvimento profissional?
Temos que olhar mudanças como oportunidades. Um empreendedor não olha uma transformação como problema, tem a visão de ver aquilo como algo a aprender. É preciso ter visão. Novas visões.
Muita gente tem migrado para o empreendedorismo.

Há alguma dica para esse público?
Abrir o próprio negócio não é um sonho, é um trabalho árduo. É você viver a realidade no dia a dia para tentar viver um sonho. O início é muito difícil, você trabalha muito. Tem recompensas, elas virão, mas não tem glamour. No dia a dia, o empreendedor só tem sucesso se renunciar há muitas coisas. Não podemos viver de sonhos e há pessoas se iludindo com o que é dito por aí, e acabam se decepcionando. Há pessoas falando na internet que ser empreendedor é fácil, mas não é. Envolve muita renúncia.

Caminhos para ser um empreeendedor

 (Foto: Reprodução/Jornal A Tribuna)

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