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Economia

Ajuda para 74 mil comprarem imóveis pelo telefone celular

As fintechs, como são chamadas as startups do setor financeiro — ou bancos digitais, num termo mais popular — estão ganhando mais espaço no País, à ...

Acesso a banco digital para obter crédito imobiliário pelo telefone celular

Última atualização

Acesso a banco digital para obter crédito imobiliário pelo telefone celular (Foto: Divulgação)

As fintechs, como são chamadas as startups do setor financeiro — ou bancos digitais, num termo mais popular — estão ganhando mais espaço no País, à medida que a digitalização avança. Por meio delas, consumidores conseguem crédito imobiliário mais rápido, sem sair de casa e com melhores taxas de juros.

E esse setor está de olho em financiar o imóvel de quem ainda não tem a casa própria. No Brasil, esse déficit habitacional é de 5,9 milhões. No Estado, os dados mais recentes do Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN) apontam que o déficit habitacional atinge 74.454 famílias com base no CadÚnico.

“A gente tem um grande déficit habitacional no País, então há muitas oportunidades nesse segmento”, reforçou o diretor executivo da Associação Brasileira de Fintechs (ABFintechs), Renan Schaefer.

Além dessas famílias, há ainda as que buscam se mudar para um apartamento maior ou comprar uma casa, por exemplo – outro público que está na mira das fintechs.

“A demanda não é só nas classes sociais mais baixas”, frisou o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Espírito Santo (Sinduscon-ES) Paulo Baraona.

Ele enfatizou que, com a pandemia, muitos consumidores reviram sua habitação e decidiram mudar, em busca de mais espaço.

No Brasil, há 60 fintechs de crédito imobiliário que são associadas à ABFintechs, o que representa 13% do número total de bancos digitais associados à entidade, que aponta diversas vantagens nos serviços oferecidos pelas fintechs.

Um delas é fazer análise de crédito sentado no sofá de casa, em questão de minutos, já que os algoritmos calculam, analisam o risco e dão o resultado para o cliente. Além disso, a burocracia é reduzida, o processo é mais ágil, seguro e eficiente, segundo a ABFintechs.

O advogado do ramo imobiliário Diovano Rosetti destacou que, embora tenha havido uma grande aceleração da digitalização durante a pandemia, muitos consumidores são conservadores em relação à forma de lidar com dinheiro.

“As pessoas ainda têm certo receio, porque as fintechs não têm agência física. Você vai fazer tudo pelo aplicativo e isso, de certa forma, causa medo para as pessoas mais conservadoras”, ponderou o especialista.

Consumidores têm mais opções na hora de escolher

“A demanda por financiamento é a soma de déficit habitacional com oportunidades de taxas atrativas”, destacou Gilmar Custódio, vice-presidente jurídico da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do Estado do Espírito Santo (Ademi).

Gilmar Custódio acrescentou que o crédito imobiliário nos últimos dois anos mostra um cenário muito atrativo, com taxa mais razoáveis. “Isso fomentou muito a aquisição de imóveis”.

O presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado do Espírito Santo (Sinduscon), Paulo Baraona, lembrou que no final do ano passado as taxas de juros tiveram aumento.

“Muitos clientes fizeram a troca de uma taxa mais alta pela mais baixa. Os bancos tradicionais começaram uma competição entre eles por melhores taxas”.

Baraona destacou ainda que as fintechs são uma forma de ter mais opções. “Todas as modalidades financeiras são extremamente benéficas por acabam trazendo novas opções”, ressaltou.

Já a educadora financeira Érica Gomes lembrou que a “a portabilidade é ideal para sair dos juros altos para juros menores”. Além de outras condições mais favoráveis.

Novo sistema bancário dá impulso

 (Foto: Divulgação)Com o open banking – que permite o compartilhamento de dados financeiros dos clientes desde que autorizados com outras instituições –, as fintechs passam a ter acesso às informações que antes eram exclusivas das instituições com as quais os consumidores tinham um relacionamento.

Dessa forma, o sistema ajuda a impulsionar as fintechs de crédito, proporcionando melhor integração dos serviços. O economista Luiz Sant’Anna afirmou que o open banking vem sendo implementado de uma maneira mais ampla em virtude da pandemia.

Para Luiz Sant’Anna, no que envolve o mercado imobiliário, “o grande salto evolutivo veio das integrações de plataformas nas quais se consegue obter em um único lugar a consolidação dos parâmetros (taxas, prazos, entrada, etc) envolvidos na concessão de crédito imobiliário”.

Além disso, Luiz Sant’Anna avalia que o tomador tem mais autonomia para escolher em qual instituição financeira poderá melhor atender às suas necessidades.

Isso acontece porque em vez de ter que levar todos os seus dados para outra instituição, ao trocar de banco, ele pode simplesmente permitir o compartilhamento de dados, agilizando todo o processo.

Para o economista, essa possibilidade oferece mais liberdade ao consumidor. “Com isso, o mercado consegue prover melhores produtos e serviços aos seus consumidores, aliando custos menores e agilidade no processo”.


Saiba mais


Financiamento

  • O financiamento imobiliário para pessoas físicas com dinheiro da poupança teve alta de 133% no primeiro semestre deste ano, quando comparado com o mesmo período em relação ao ano passado. Ao todo, o valor chegou a R$ 79,7 bilhões, de acordo com números da Associação Brasileira de Entidades de Crédito Imobiliário (Abecip).

Comparação de taxas

  • Antes de fazer um financiamento, o consumidor deve ter paciência para pesquisar, comparar taxas e buscar as melhores condições. Se sentir necessidade, deve procurar um especialista para melhor orientá-lo na escolha, principalmente por ser uma decisão de longo prazo.

O que é uma Fintech


  • A palavra fintech é uma abreviação, em inglês, para “tecnologia financeira”. Na prática, as fintechs são startups voltadas para o setor financeiro. Entre os nichos em que elas podem atuar está o de crédito imobiliário.

Exemplos

  • A fintechs Loft, Quinto Andar, Atta, Creditas, Banco Inter, por exemplo, atuam no segmento de crédito imobiliário.

Vantagens

  • Diversas vantagens são apontadas em relação à obtenção do crédito imobiliário por meio das fintechs.
  • Entre elas: muitas vezes a taxa de financiamento é menor. Segundo especialistas, como elas não têm sede física, ao contrário dos bancos tradicionais, acabam tendo um custo operacional menor, o que reflete nos financiamentos.
  • Conforto: para fazer a analise de crédito, o consumidor não precisa sair de casa, pode fazer tudo pela internet no conforto do seu lar.
  • Rapidez: a análise de crédito pode ser feita em questão de minutos, já que algoritmos calculam, analisam o risco e dão o resultado para o cliente.
  • Burocracia: pela internet, a burocracia é reduzida, o que torna o processo mais ágil.
  • Atendimento global: as fintechs não têm sede física e os consumidores conseguem ter acesso aos serviços na palma da mão, das mais diversas localidades do País, desde que tenham acesso à internet.

Desvantagens

  • Receio: as fintechs não têm agência física. Isso faz com que muitos consumidores mais tradicionais se sintam inseguros em buscar os serviços das startups.
  • Muitas fintechs também não têm uma comunicação muito eficiente com o consumidor. Muitos deles reclamam da dificuldade de comunicação na hora de resolver problemas.

Números

  • No Brasil há 60 fintechs de crédito imobiliário que são ligadas à Associação Brasileira de Fintechs.
  • Elas somam 13% do número total de Fintechs de crédito associadas à instituição.

Fonte: ABFintechs, Diovano Rosetti, pesquisa A Tribuna.

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