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GOLPE DO FALSO EMPREGO

Alerta para covardia contra desempregados na internet

Fraude faz três vítimas todos os dias no Estado com prejuízo de até 3 mil reais

Douglas Vieira disse que entre as vítimas do golpe há pais de família em busca de garantir o sustento dos filhos

Última atualização

O Espírito Santo tem mais de 200 mil pessoas à procura de um emprego com carteira assinada. Fora do mercado de trabalho, elas ficam atentas às oportunidades que vão surgindo.

O titular da Delegacia de Defraudações (Defa), delegado Douglas Vieira, alerta: cuidado com o golpe do falso emprego! E faz o desabafo: “Vigaristas têm feito crueldade contra desempregados nas redes sociais.”

 













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Disseminado principalmente por SMS (torpedo), pelo WhatsApp e outras redes sociais, no golpe do falso emprego, os bandidos tentam passar a impressão de que a oportunidade oferecida é única e geralmente precisa ser preenchida com urgência. Na verdade, o que eles querem é dinheiro.

Para isso, inventam várias desculpas com a mesma finalidade: induzir os candidatos a fazer transferência de valores sob a justificativa de que a quantia será usada para fazer cursos de qualificação que não existem ou melhorar o currículo. 

Geralmente são oferecidos salários de até R$ 10 mil, conforme o cargo. Em outra frente, eles prometem rendimento diário entre R$ 300 a R$ 1.000, e ofertas de trabalho em meio período. 

À frente das investigações, o delegado conta que, por dia, entre duas a três pessoas caem nesse tipo de golpe no Estado. As vítimas, segundo ele, acumulam prejuízo de até R$ 3 mil com falso emprego.

“É uma crueldade o que eles fazem. O criminoso não tem remorso, sensibilidade, não se coloca no lugar do próximo. Entre as vítimas, há pais de família que sonham em conseguir uma recolocação no mercado de trabalho para poder garantir o sustento dos filhos”.

Nas investigações, a polícia descobriu que uma das estratégias dos golpistas ao criar falsos anúncios de emprego nas redes sociais é pedir, além de documentos pessoais, comprovante de residência e fotos do candidato em tempo real. 

“Passa um tempo, o golpista diz que infelizmente a vaga foi preenchida por outro candidato. Depois de cerca de seis meses, vem a surpresa indesejada: o candidato descobre que tem dívidas provenientes de financiamentos de carros e até abertura de contas em banco para empréstimos”.

Três anúncios por dia

 













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Por dia, uma açougueira de 50 anos, que pediu para o seu nome ser preservado, recebe uma média de três anúncios de vagas de emprego nas redes sociais.

Só que tem um detalhe: diferentemente de outras pessoas, ela não está desempregada. “Como sei que é golpe, não abro os links. Sei que tem pessoas perdendo dinheiro”.


COMO SE PROTEGER


Vaga garantida?

  • Desconfie de contratações urgentes divulgadas no WhatsApp e outras redes sociais, bem como daquelas seleções que oferecerem um número grande de vagas. Não acredite em promessa de vaga garantida.

Cobrança de taxas

  • Se tiver que pagar para ficar com a vaga, pule fora. É golpe! Normalmente, os vigaristas exigem que o candidato pague por um curso ou treinamento sob a promessa de que ele será habilitado para o suposto cargo. 
  • Lembre-se que uma empresa idônea vai, antes de tudo, entrevistar ou testar as aptidões dos candidatos.

Salário e benefícios “tentadores”

  • Se a remuneração for bastante superior à média do mercado, os benefícios muito vantajosos ou há um aviso em destaque dizendo que não é necessário experiência para alguns cargos, desconfie. 
  • Provavelmente é um esquema que exigirá que o candidato pague alguma taxa ou faça um suposto curso, treinamento.
  • As empresas, em sua grande maioria, só pagam salários elevados para profissionais altamente qualificados (com comprovação via testes rigorosos) ou que subiram de cargo gradualmente.

Elogios demais

  • Se elogiarem demais a empresa, fique atento. Cuidado também quando o suposto recrutador, antes de conhecer o candidato, diz: “o seu perfil é perfeito para a vaga”.
  • Em alguns casos, o golpista faz o elogio, mas fala que a pessoa precisa enviar fotos em tempo real e pede documentos pessoais e até comprovante de endereço para melhorar o currículo.

Dados pessoais

  • De posse dos dados, eles fazem empréstimos em nome das vítimas ou querem pegar as informações para montar um banco de dados e, posteriormente, oferecer produtos e serviços. 
  • Além dos dados pessoais para fazer empréstimos, os golpistas tentam convencer a pessoa a clicar em um link que leva a vírus e outros malwares ou tentam coletar informações sigilosas por meio de formulários em sites duvidosos.

Aposte em empresas idôneas

  • Não são todos os sites de empregos que ofertam vagas falsas. Aposte em empresas sérias, que são a maioria. Faça uma pesquisa antes de se cadastrar. 
  • Uma dica da polícia é descobrir o endereço presencial da empresa e verificar se ela, de fato, existe.

Foi vítima?

  • Se foi vítima, procure a delegacia mais próxima para denunciar o caso. Quem preferir, pode registrar o boletim de ocorrência na Delegacia de Defraudações e Falsificações (Defa), que fica na avenida Marechal Campos, nº 1.236, Bonfim, Vitória, de 2ª a 6ª, das 8 às 17 horas. 

Fonte: Delegacia de Defraudações e Falsificações (Defa) e Associação Brasileira de Recursos Humanos – Seccional Espírito Santo (ABRH-ES).

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