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Além dos impactos para o setor de transporte de cargas, a alta do óleo diesel pode provocar também um aumento para o Sistema Transcol.
O economista Rudisom Rodrigues de Paula enfatizou que, de uma forma geral, aumento no valor do óleo diesel pressiona diretamente os custos de passagens do transporte coletivo, já que esse é um dos principais insumos.
Mesmo sendo um dos itens que impactam todos os anos no reajuste das tarifas pagas pelos passageiros do Sistema Transcol, o governo do Estado frisou que a alta do diesel pode ter impacto reduzido no cálculo da passagem para 2022.
O reajuste da tarifa do Transcol geralmente é calculado em janeiro, considerando o aumento do custo das empresas no ano anterior com combustível, salário de trabalhadores, gastos com a frota, e outros.
A Secretaria de Estado de Mobilidade e Infraestrutura (Semobi) explicou que o item não está sendo contabilizado como custo do sistema para remuneração das empresas que operam a frota.
“Desde o início da pandemia da covid-19, que impactou significativamente o setor de transportes de passageiros em todo o País, a Semobi vem adotando medidas para equilibrar os custos do sistema e, ao mesmo tempo, manter a prestação regular do serviço, que é essencial para a população. Uma das medidas é a aquisição e o fornecimento do combustível para a operação do Sistema Transcol”, afirmou em nota.
Apesar do combustível adquirido pelo Estado, o diesel ainda pode impactar no valor, assim como outros custos que podem ser considerados.
Mesmo assim, o aumento do combustível já preocupa alguns usuários do Sistema Transcol, que temem um reajuste alto para o próximo ano.
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A supervisora de relacionamento Rafaela Correa da Silva, de 41 anos, revelou que o transporte coletivo se tornou uma alternativa ao carro, que está com o uso inviável por causa do alto valor da gasolina. Por isso, a preocupação dela também é com a possibilidade do aumento da passagem do Transcol.
“Temos carro, mas hoje deixamos para usar só para algumas atividades. meu marido comprou até uma bicicleta para ir ao trabalho. Antes ele ainda me buscava no serviço, mas agora optei por voltar também de ônibus. Tudo está aumentando tanto, que acabamos criando manobras para economizar”, afirmou.
O auxiliar de logística Heber Junior Pimentel Boaventura, de 36 anos, também teme o reajuste da tarifa, com os combustíveis mais caros. “Hoje pago metade da minha passagem, por isso ainda tem um impacto no meu orçamento.”