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Ansiedade faz o consumo de produtos não essenciais aumentar

Consumo de produtos não essenciais, com os ligados à diversão e ao lazer, aumentou com o fim do isolamento

Ansiedade faz o consumo de produtos não essenciais aumentar
- Festa em boate: tendência de socializar e recuperar o “tempo perdido” no isolamento por causa da pandemia

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Entre as consequências da pandemia, há algumas mudanças no comportamento do consumidor. A classe média, principalmente, fez uma poupança forçada durante o período de isolamento e atualmente vive um momento de euforia. 

 













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“A restrição das pessoas ficarem presas em casa, sem pequenas fugas, gerou essa compulsão de querer viver o hoje como se o amanhã não existisse”, explicou a  psicóloga Monique Nogueira. Segundo ela, o consumo compulsivo está e ligado a questão da fuga: “é uma compensação”.  

O doutor em Administração e Ciências Contábeis Poliano Bastos da Cruz também é consultor na área de pesquisa de mercado e pesquisa comportamental. Ele revelou que já está sendo observado um aumento do consumo de produtos não essenciais, com os ligados à diversão e ao lazer. 

“É uma forma do consumidor aliviar o estresse e a insegurança. Ele busca a sensação de que a vida está em ordem, está voltando ao seu controle. A gente já percebe esse tipo de consumo e uma tendência que ele aumente”. 

Ao contrário de ficar em casa consumindo séries e jogos, o desejo é por realizar atividades que anteriormente estavam restritas. “A tendência é que as pessoas busquem eventos em que tenham contato com outras pessoas, o que acaba desencadeando a necessidade de comprar roupas, acessórios”, afirmou. 

Para a especialista em estudos de futuro e Ceo da W Futurismo, Jaqueline Weigel, agora existe uma euforia. “O uso do tempo foi ressignificado. Fomos obrigados a refletir sobre como usamos o nosso tempo. O consumidor que foi obrigado a ficar em casa e não pode viajar, agora sai eufórico. É uma primeira onda responsiva, mas não é isso que vai dar o tom”.

A pandemia, segundo ela, fez com que a sociedade enxergasse o que realmente é importante: convívio, entretenimento, lazer, qualidade de vida. “As pessoas ficam imaginando que podem trazer 2018 e 2019 de volta e não podem”.

Ela ressaltou ainda que os consumidores querem viver o agora. “Querem experiências, não produtos. Só que as experiências também custam caro”. 

Se por um lado existe um consumo reprimido da classe média, por outro as classes mais baixas estão na luta pela sobrevivência.

Endividamento da classe média

A euforia da classe média, que ficou com consumo reprimido durante a pandemia e agora quer retomá-lo tende a ser passageira, de acordo com a especialista em estudos de futuro e Ceo da W Futurismo, Jaqueline Weigel.

“A classe média talvez não esteja fazendo conta de que possa se endividar muito. O rebote depois pode ser preocupante. As pessoas não estão olhando para frente, querem viver o agora”, alertou.

A especialista lembrou que há tempos mais difíceis vindo por aí. “As pessoas, na alegria dessa retomada, podem gastar demais e não calcular. A guerra vai afetar o planeta todo. E não estão fazendo essa conta”.

Na opinião dela, vem por aí uma crise de alimentos como consequência da guerra da Ucrânia. “A gente vai precisar encontrar uma forma de viver e sobreviver com o que está perto da gente. Ter uma vida mais simples, eliminar o excesso”.

Não desperdiçar, reutilizar as coisas e fazer um bom planejamento estão entre os conselhos dela. “Faça um bom planejamento financeiro para que você possa viver o que quer viver, sem ter uma conta para pagar”. 

Já para quem produz alimentos, ela vê pela frente uma grande oportunidade de aproveitar mercados que antes só eram explorados por grandes empresas. “Insumos de lugares distantes não vão chegar e o que chegar vai ser muito caro”.

O doutor em Administração e Ciências Contábeis, Poliano Bastos da Cruz, explicou que os brasileiros são acostumados a viver em estado de instabilidade financeira. “Temos um déficit geral no Brasil de alfabetização financeira e educação financeira. Muitos brasileiros não conseguem tomar decisões de consumo mais pautada no que sua renda de fato comporta”.

 













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Sobrevivência 

  • Em um cenário de inflação, com profissionais sem média salarial adequada, as famílias mais humildes lutam pela sobrevivência. 

Alerta

  • A classe média está vivendo uma  euforia. Com a pandemia e o isolamento, o consumo ficou reprimido e agora começa a ser retomado. Contudo, especialistas alertam para que se tenha cuidado, já que não é possível retornar para 2018 e 2019 e existem previsões negativas sobre o que está por vir no ano que vem, principalmente por causa da guerra entre Ucrânia e Rússia.

Fontes: Lelio Monteiro, Jaqueline Weigel,  Poliano Bastos da Cru.

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