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Economia

Aracruz deve ganhar mais 79 mil moradores, faculdades e shopping

Previsão é que a cidade receba mais 79 mil moradores, além de projetos como hotéis, faculdades, shopping e um superbairro

Aracruz deve ganhar mais 79 mil moradores, faculdades e shopping
- Vista aérea da região central de Aracruz: cidade tem previsão de crescimento com investimentos, incluindo a ZPE, porto da Imetame e a fábrica de automóveis da marca chinesa GWM
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Eliane Proscholdt

Graduada em Comunicação Social, com ênfase em Jornalismo Faesa, Vitória-ES, em julho de 2000, atua como repórter especial multimídia em A Tribuna (Grupo Nassau Editora Rádio e TV), ao lado de Francine Spinassé. Ingressou na empresa em dezembro de 2000, acumulando experiências em todas as editorias.

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Aracruz se prepara para viver um dos maiores ciclos de expansão de sua história. A combinação entre a chegada da GWM (Great Wall Motor), a implantação do ParkLog ES e outros investimentos devem fazer com que o município ganhe cerca de 79 mil moradores nos próximos anos, além de impulsionar o mercado imobiliário e criar demanda por novos empreendimentos.

Estão previstos um superbairro de cerca de 5 milhões de metros quadrados, além da implantação de hospital, escolas, faculdade, hotéis, shopping center, supermercados, padarias, farmácias e outros empreendimentos, segundo o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado (Sinduscon-ES), Douglas Vaz, e outros empresários e especialistas ouvidos pela reportagem.

Ele prevê que, antes mesmo do início das obras do superbairro, serão realizados estudos para identificar quem serão os futuros moradores e qual será a demanda.

De acordo com as estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica (IBGE), Aracruz possuia cerca de 111 mil habitantes em 2025, sendo o 10º município mais populoso do Espírito Santo.

Considerando a previsão de início das operações da fábrica da GWM em 2029, com potencial de abrir de cerca de 10 mil empregos, e levando em conta o crescimento populacional observado entre 2020 e 2025, da ordem de 1,6% a 2% ao ano, é possível projetar três cenários até o final da década.

No cenário conservador, como explica Pablo Lira, pós-doutor em Geografia e professor da UVV, Aracruz alcançaria cerca de 130 mil habitantes em 2029/2030, mantendo a tendência recente de crescimento e incorporando gradualmente os impactos econômicos da implantação da GWM.

No cenário intermediário, considera-se também a instalação de fornecedores, novas empresas, a expansão dos setores imobiliário, comercial e de serviços e a atração de mão de obra qualificada, permitindo ao município atingir aproximadamente 150 mil habitantes.

Por fim, como acrescenta, no cenário de crescimento acelerado, Aracruz consolida-se como um dos principais polos industriais e logísticos do Espírito Santo.

Além da GWM atuando como empreendimento âncora, outros investimentos estratégicos, como o Porto da Imetame, o ParkLog e demais projetos estruturantes, impulsionam novos investimentos públicos e privados e ampliam significativamente a migração de trabalhadores e suas famílias. Nesse contexto, o município poderá alcançar cerca de 190 mil habitantes até o final da década.

Outras cidades pegam carona nos investimentos

Os investimentos previstos para Aracruz devem impulsionar um crescimento expressivo não apenas no município, mas também para o entorno, sobretudo em Vitória e na Serra.

O diretor da Associação de Empresas do Mercado Imobiliário do Espírito Santo (Ademi-ES), Fabiano Valeriano Martins, avalia que esses municípios deverão absorver parte da demanda por moradia e serviços, especialmente porque muitos executivos e profissionais utilizarão a infraestrutura já existente na Grande Vitória.

“Esses profissionais vão precisar de aeroporto, hotéis, restaurantes e toda uma infraestrutura de serviços. Parte dessa demanda ficará em Aracruz e outra será absorvida pela Região Metropolitana.”

Na avaliação dele, o impacto também será significativo para o mercado imobiliário. “Vai existir uma demanda muito grande por moradias em Aracruz, mas também em Serra e Vitória. E, naturalmente, quando cresce o mercado residencial, cresce também a necessidade de imóveis comerciais, como lojas e salas para prestação de serviços”.

Já Fernando Otávio Campos, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Estado (ABIH-ES), destaca que a movimentação prevista de funcionários, revendedores, prestadores de serviço em Aracruzs vai ampliar fortemente a demanda pela hotelaria.



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