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Economia

Bancos excluem chaves Pix de quem tem CPF irregular

Bancos apontaram problemas ligados aos documentos de 9,1 milhões na Receita Federal nos últimos dez meses como motivo

Bancos excluem chaves Pix de quem tem CPF irregular
- Site do BC: meio de pagamento instantâneo, o Pix, foi lançado em 2020
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Redação Jornal A Tribuna

Reportagens produzidas pela equipe de jornalistas da Rede Tribuna, publicadas no jornal A Tribuna.

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Instituições financeiras e de pagamentos excluíram chaves Pix de 9,1 milhões de brasileiros por problemas ligados ao Cadastro de Pessoa Física (CPF) na Receita Federal nos últimos dez meses. A ação faz parte de determinação do Banco Central para reforçar a segurança do sistema financeiro nacional contra fraudes.

Os números calculados na reta final do ano superaram as estimativas iniciais da autoridade monetária, que previa que a medida pudesse afetar cerca de 8 milhões de chaves com problemas ligados ao CPF.

Foram canceladas chaves Pix de pessoas físicas com CPF suspenso, nulo ou cancelado, além daquelas cujos titulares faleceram. A orientação foi dada em março pelo regulador com o objetivo de coibir golpes e fraudes, sem afetar contribuintes inadimplentes no pagamento de tributos.

A avaliação do Banco Central é que o impacto da medida tem sido positivo até agora, embora não seja possível quantificar quantas fraudes foram evitadas. A análise leva em consideração que, ao fazer a limpeza na base de dados, fica mais difícil que criminosos adotem chaves com grafia parecida aos nomes de empresas verdadeiras para aplicação de golpes.

Problemas de grafia representavam a parcela mais significativa dos casos, de acordo com o BC.

Pessoas físicas podem cadastrar até cinco chaves Pix para cada conta. Já pessoas jurídicas, até 20 chaves. Segundo cálculos do BC, foram excluídas, de março a 20 de dezembro, 13,4 milhões de chaves Pix de pessoas físicas e mais 5 milhões que pertenciam a PJs.

No caso de empresas, 3,4 milhões tinham o Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) em situação irregular na base cadastral da Receita.

Para 2026, o BC prevê novidades na agenda de segurança do Pix. Ao longo do ano, a equipe técnica trabalhará no desenvolvimento de um “score” que indicará a probabilidade de fraude no sistema.

A ideia é que esse indicador sirva para as instituições financeiras decidirem se vão dar ou não prosseguimento a uma transação.

Essa nova ferramenta só deve entrar em operação em 2027, devido à complexidade de desenvolvimento do modelo.

O BC também avalia a necessidade de ajustes no botão de contestação do Pix, lançado para facilitar a comunicação dos usuários com as instituições em casos de golpes e fraudes.

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