Uma das datas mais importantes para o setor varejista, a Black Friday deste ano, que ocorre no dia 26 de novembro, promete alavancar as vendas, mas deve ser menos atraente do que em outras edições.
Por causa da falta de matérias-primas e da alta do dólar em relação ao real, a variedade de produtos com desconto será menor e os preços estarão mais altos.
O alerta é da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Eletrônicos como notebooks, TVs e celulares estão entre os itens a serem oferecidos de forma menos abundante e com preços mais altos.
Segundo Fernando Otávio Campos, vice-presidente financeiro da Federação das Indústrias do Estado (Findes), os setores que dependem da importação de insumos são os mais afetados. “Alguns produtos importados estão em falta e ainda temos a alta do dólar. Aliando isso à falta de componentes, teremos menos produtos com desconto e preços mais altos”, alerta.
|
Texto Auxiliar:
Link Externo:
Alinhar à esquerda:
Alinhar à direita:
Alinhar ao centro:
Fullscreen:
Fullscreen Exit:
Alinhamento Texto Auxiliar:
Estilo:
A falta de insumos na indústria começou com a pandemia. Primeiro, as medidas de isolamento para conter a covid-19 reduziram a produção e o transporte de mercadorias.
Depois, com a volta rápida das atividades, os pedidos de fornecimento foram retomados ao mesmo tempo pelas empresas dos mais diferentes setores.
Essa volta repentina afeta a logística de transportes e é, inclusive, mais um dos problemas com os quais os consumidores terão de lidar nas compras de final de ano.
O comércio, porém, está animado com a data. José Carlos Bergamin, diretor da Federação do Comércio do Espírito Santo (Fecomércio), garantiu que haverá grandes liquidações e descontos.
“Vai ser uma grande data, uma grande oportunidade de fazer bons negócios. Tanto que estamos otimistas e animados com a possibilidade de alcançarmos os níveis de operação de 2019”, frisou.
Segundo Bergamin, os produtos de uso pessoal serão boas opções de compra na Black Friday.
“As lojas que trabalham com mercadorias de uso pessoal, como roupas, calçados e produtos de beleza, pretendem criar atrações diferentes, além do desconto. O cliente poderá comprar três peças e levar quatro pra casa, além de oferecermos melhores chances de parcelamento”, comenta.
E-commerce
A pandemia alterou o cenário dando mais força ao comércio virtual. Neste ano, a mudança nos canais de compra ainda segue forte.
Segundo pesquisa da Conversion, agência especializada na ferramenta de Search Engine Optimization (SEO), 62,96% pretendem realizar suas compras online. Foram ouvidos 400 brasileiros.
Lojas reforçam estoque para não faltar produtos
Realizada no dia que inaugura a temporada de compras natalinas, a Black Friday é tradicional nos Estados Unidos. Ela ocorre um dia depois do Dia de Ação de Graças no país, ou seja, no dia seguinte à quarta quinta-feira de novembro.
A data, porém, ganhou importância no Brasil e se tornou uma das mais esperadas por quem busca os melhores preços para ir às compras. E, apesar das dificuldades relacionadas ao evento deste ano, no dia 26 de novembro, comerciantes garantem que não vão faltar ofertas.
Segundo o diretor da Fecomércio, José Carlos Bergamin, os estoques já estão em reposição. “Eles andaram meio desarrumados em agosto, mas as grandes redes de varejo se adiantaram para ter os produtos e realizar grandes promoções”, afirmou.
O ânimo do comércio com a data faz sentido. Segundo pesquisa da agência Conversion, que contou com a participação de 400 brasileiros, 86,04% dos consumidores pretendem usar a Black Friday para comprar presentes de Natal.
Há, contudo, um risco nessa prática, apontado pelo vice-presidente financeiro da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), Fernando Otávio. Ele lembra que dificuldades na logística de transporte podem acabar atrasando a entrega das mercadorias, causando transtornos para os consumidores.
“É um risco muito grande comprar o presente para dá-lo no Natal, levando em conta a logística de entrega e o acúmulo de demanda”, alerta Fernando, ao lembrar que alguns produtos, como eletrônicos, podem ficar em falta.
“Por conta da alta do dólar, além das diversas variantes que estamos enfrentando, pode ocorrer a falta de alguns itens ou modelos”.
Com a Black Friday devem surgir também em torno de 5 mil empregos temporários no comércio e no setor de serviços (eventos, hotelaria, bares e restaurantes).
“As vagas são temporárias, mas estaremos oferecendo essas oportunidades mais cedo para cobrir a Black Friday e também pensando no verão. Nós acreditamos que o verão será bom para o comércio”, ressalta Bergamin.
SAIBA MAIS
Pandemia
A falta de componentes na indústria teve início no ano passado, com o surgimento da pandemia. Primeiro, as medidas de isolamento para conter a covid-19 reduziram a produção de matéria-prima e o transporte de mercadorias.
O acúmulo de encomendas, com a volta rápida das atividades em todo o mundo, sobrecarregou a cadeia que abastece as indústrias.
Como resultado, elas estão com dificuldades para produzir e entregar no prazo o volume que os lojistas estão pedindo para atender os consumidores.
Crise dos contêineres
O retorno das atividades comerciais veio mais forte do que o translado de mercadorias por contêineres em navios estava preparado para suprir.
A elevação do preço dos fretes e o aumento dos prazos para exportação e importação dos produtos são algumas das consequências que afetam diretamente o comércio nacional.
TV, computador e celular mais caros
Eletrônicos, como notebooks, computadores, celulares e eletrodomésticos mais sofisticados estão entre os itens que não devem ter descontos tão atraentes.
Segundo o presidente da Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletrônicos (Eletros), Jorge Nascimento, os fabricantes vão conseguir atender os pedidos dos lojistas, mas o aumento dos preços será inevitável.
Menos variedade
Alguns itens que costumam ser os mais procurados pelos consumidores durante a Black Friday devem ser menos vistos ou oferecerem descontos menores do que nos anos anteriores.
Produtos importados
No geral, os produtos que precisam ser importados são os que estão mais em falta no cenário nacional.
Essa carência se deve, principalmente, à alta da moeda estrangeira, falta de matéria-prima e a problemas de logística.
Por isso, é possível que os consumidores se deparem com menos variedade de modelos eletrônicos, por exemplo.
Expectativa de bons descontos
mercadorias de uso pessoal, como roupas, calçados e produtos de beleza são boas opções para quem quer aproveitar a Black Friday em 2021.
Atrações diferenciadas serão as estratégias criadas pelas lojas para chamar a atenção dos clientes.
Pague 3, leve 4 deve ser uma das alternativas usadas pelos lojistas.
Condições especiais de parcelamento também devem chamar a atenção dos consumidores que estiverem dispostos a abrir o bolso.
Lojas devem expor preço antigo
A medida aprovada em setembro obriga os estabelecimentos comerciais do Espírito Santo a apresentarem o preço antigo de produtos e serviços quando os mesmos estiverem em oferta.
Fonte: UOL, G1 e especialistas citados.