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CAMINHONEIROS

Caminhões-tanque iniciam paralisação em pelo menos três estados

Categoria resolveu se antecipar à greve dos caminhoneiros, organizada para 1º de novembro para pedirem a redução do preço dos combustíveis

Caminhoneiros confirmam estado de greve, mas tanqueiros param nesta quarta-feira

Última atualização

Desde a madrugada desta quinta-feira (21) associações que representam caminhoneiros transportadores de combustíveis, também conhecidos como caminhões tanque, iniciaram a paralisação de suas atividades, segundo entidades que representam a categoria.

 













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De acordo o presidente do Sindicato das Empresas Transportadoras de Combustível e Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo (Sinditanque-SP), Sandro Gonçalves um dos motivos é a perda de renda causada pelas frequentes altas do preço do diesel, bem como os aumentos dos preços de pneus e outros insumos.

“O motivo é o alto valor dos combustíveis, óleo diesel, gás, gasolina e etanol. Não aguentamos mais colocar os caminhões para rodar com estes preços”, disse à Veja o presidente.

Além disso, a categoria disse que o governo federal não cumpriu as promessas feitas para encerrar a greve de 2018. Outras categorias de caminhoneiros de todo País também ameaçam parar. 

A decisão de iniciar a greve foi tomada apesar de um movimento mais amplo ter sido anunciado para o dia 1º de novembro pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL), pelo Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC) e a Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores (Abrava), com apoio das Associações de caminhões tanque. 

Em Minas Gerais, 800 caminhões estão parados. Eles se posicionaram nas portarias da BR Distribuidora, ao lado da Refinaria Gabriel Passos (Regap), e das principais distribuidoras de combustíveis, como Shell, Ipiranga e Ale, no Distrito Industrial Paulo Camilo Sul, em Betim. Viaturas da Polícia Militar estão acompanhando a manifestação, que transcorre de forma pacífica. Em São Paulo, a paralisação ocorre próxima a refinaria de Paulínia (Replan), que corresponde a 20% de todo o petróleo refinado no país. 

Já no Rio de Janeiro as bases de abastecimento em Campos Elíseos que abastecem as principais distribuidoras foram bloqueadas pelo movimento. O Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis, Lubrificantes e de Lojas de Conveniência do Município do Rio de Janeiro informou que fechou as unidades para evitar depredações. “Os postos revendedores do Rio seguem aguardando a normalização das entregas para poderem atender a sua clientela até o fim de semana”, afirmou o sindicato.

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