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Economia

Carmén Lúcia vota pela manutenção das regras atuais de distribuição dos royalties

Ministra argumentou que o artigo 3º da Constituição não impõe distribuição igualitária ou obrigatória dos recursos extraídos

Carmén Lúcia vota pela manutenção das regras atuais de distribuição dos royalties
- Ministra Carmén Lúcia é a relatora das ações que discutem mudanças na Lei dos Royalties
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Layna Cruz

Jornalista formada pela Universidade Federal do Espírito Santo, é repórter multimídia no jornal A Tribuna e portal Tribuna Online. Já atuou no Tribunal de Justiça do Espírito Santo e no Senac-ES. Curiosa sobre tudo o que envolve comunicação e jornalismo, possui experiência nas áreas de assessoria de imprensa, comunicação institucional, cobertura de eventos, mídias sociais, fotografia e produção de vídeos e podcasts.

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A ministra Carmén Lúcia, relatora das ações que discutem, no Supremo Tribunal Federal (STF), as alterações na distribuição de royalties de petróleo, votou, nesta quinta-feira (07), pela manutenção das regras atuais de partilha, que se concentram nos estados produtores. Outros ministros ainda devem votar. 

Em seu voto, a ministra argumentou que o artigo 3º da Constituição não impõe distribuição igualitária ou obrigatória dos recursos extraídos e considerou os impactos ambientais, administrativos e financeiros das populações de estados produtores. 

“Eu tenho para mim que o artigo 3º da Constituição não pode ser interpretado como uma distribuição obrigatória, igualitária e exata dos recursos, incluídos os recursos naturais nacionais, notadamente pela peculiaridade dos entes confrontantes que sofrem ônus ambientais, administrativos e financeiros das populações na exploração destes recursos”, pontuou a ministra. 

As ações discutem as mudanças previstas na Lei dos Royalties, que estão suspensas desde 2013, por decisão cautelar da própria ministra relatora, que, na época, entendeu que a nova forma de partilha exigia análise aprofundada, uma vez que as regras poderiam causar um impacto direto e imediato nas finanças estaduais. 

Na última quarta-feira (06), procuradores dos estados de ambos interesses fizeram suas sustentações. Na ocasião, o procurador-geral do Espírito Santo, Claudio Madureira, apelou que a corte preservasse os direitos dos estados produtores, defendendo uma decisão “contramajoritária”, que contraria a vontade da maioria social. 



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