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Quem não pretende esperar para realizar o sonho de comprar um carro zero-quilômetro, já com a redução de impostos previstos pelo governo federal, pode se antecipar e aproveitar as promoções oferecidas por concessionárias no Estado.
Entre as vantagens estão bônus de até R$ 10 mil, pronta-entrega, entre outras condições para alavancar as vendas.
O gerente comercial da CVC (concessionária Chevrolet no Espírito Santo), Rodolpho Albert, afirma estar animado para esse novo cenário econômico e relata o desconto, antes das medidas serem aprovadas, no preço do modelo Onix para os consumidores.
“Com a redução de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) no valor de R$ 2.401,15, o Onix LT, por exemplo, sai de R$ 87.600 para R$ 85.198,85. Além disso, o cliente pode ter a chance de negociar as formas de pagamento em uma de nossas lojas”, destacou Rodolpho.
Neste mês, a Toyota, através das suas concessionárias no Estado, está oferecendo taxa 0%, bônus de até R$ 10 mil, pronta-entrega e dois anos sem pagar parcelas em um programa oferecido pela concessionária (mais informações no site https://www.kurumaveiculos.com.br/ciclo)
O Yaris Hatchback XS 2023, por exemplo, é um veículo que integra as condições ofertadas neste mês. Com sistema multimídia Toyota Play+, teto solar elétrico e transmissão automática, o modelo está à venda com parcelas de R$ 1.931,75.
Atualmente, o valor do carro está avaliado em R$ 110 mil.
Segundo o diretor comercial da Podium (concessionária da Fiat no Estado), José Geraldo Cunha, há otimismo com a notícia de redução de impostos para carros.
“Independentemente da notícia, a Podium partiu na frente com um grande evento que vai até sábado (27), com um grande festival de ofertas”, afirmou Cunha.
São mais de 300 carros com condições exclusivas para quem deseja adquirir um carro zero-quilômetro. Os descontos, divulgados pela concessionária, chegam até R$ 30 mil, com preços dos veículos a partir de R$ 64.990.
O modelo Pulse Audace é um dos destaques: valor de entrada, 47 parcelas de R$ 1.469, parcela final e pronta entrega.
José Francisco Costa: “É preciso reduzir os juros”
Embora destaque que qualquer desconto na comercialização é benéfico para o setor, o diretor executivo do Sindicato dos Concessionários e Distribuidores de Veículos do Estado (Sincodives), José Francisco Costa, diz que ainda não é a solução para todos que desejam comprar um carro zero.
À reportagem de A Tribuna, ele falou sobre o setor e pontuou o que mais, no seu entendimento, precisa ser feito para que o mercado automobilístico volte a ficar aquecido como no passado não tão distante.
A Tribuna – O anúncio do governo federal é importante para o setor?
José Francisco Costa – É uma notícia boa, é benéfico, mas ainda não é a solução que o setor precisava.
Nós estamos sofrendo com um problema que é a falta do carro, aquele chamado carro popular. Só tem dois no mercado que é o Kwid, da Renault, e o Mobi, da Fiat.
Esses carros estão custando mais de R$ 60 mil e esse valor saí daquela categoria de popular, que é voltado para o pessoal que tem uma renda menor. Além disso, não tem produção para isso.
As vendas caíram muito?
Sim. Em um passado não tão distante, os carros populares representavam 50% do mercado.
Em 2015, a gente vendia 4 milhões de veículos no Brasil por ano. Estávamos na terceira, quarta posição mundial de produção e venda. No Espírito Santo, vendíamos 13 mil veículos.
Hoje o Brasil está vendendo 2.100 milhões por ano e o Espírito Santo, 6.500 mil por mês.
Então, o anúncio do governo é positivo, mas é preciso esperar a publicação do decreto.
Claro, que precisamos de carros populares para que a população que ganha três salários mínimos, quatro salários, por exemplo, consiga comprar um carro zero.
Em contrapartida, tem ainda o problema do custo do financiamento, que está muito caro: 13,75%. É preciso reduzir a taxa de juros. Os bancos também estão com uma seletividade muito forte do crédito. A inadimplência é alta.
Então, o preço final dos carros populares em até 10,96% tem impacto nos impostos federais, mas precisamos também de incentivo estadual.
Resumindo, o crédito também é fundamental, o preço muito importante para que a frota seja renovada. A frota de carros leves passa de 12 anos. Já a de veículos pesados, de 22 anos.
Sobre a estimativa de valores, acredita que o desconto chegará a 10,79%?
É preciso esperar, pois as montadoras alegam que não têm de onde tirar, pois o custo de produção subiu exageradamente.
Além disso, existem os componentes de segurança, a conectividade. Isso tudo elevou o preço.
Então, é preciso que o governo sente com as montadoras e veja como isso será aplicado na prática.
Para nós, que estamos na ponta, só nos resta esperar essas definições, esperar a publicação do decreto, e torcer para que as vendas sejam retomadas.
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Algumas promoções
CVC Chevrolet
Onix lt
A partir de R$ 87.600.
Desconto do IPI de R$ 2.401,15.
Tracker suv
A partir de R$ 124.990.
Taxa zero em até 18 meses.
Kuruma Toyota
Corolla xei
A partir de R$ 156.944.
O cliente escolhe entre bônus de R$ 10 mil no seminovo ou taxa 0%, seguindo especificações do regulamento da concessionária de veículo.
Carros seminovos
Os clientes terão IPVA 2023 grátis, entrada em 10x sem juros e 1 ano a mais de garantia de fábrica.
Podium Fiat
Mobi like 1.0 2023
a partir de R$ 64.990.
Entrada + 47 parcelas de R$ 499 + parcela final e pronta entrega.
Argo drive 1.0 2023
De R$ 92.990 por R$ 78.490.
Entrada + 47 parcelas de R$ 690 + parcela final e pronta entrega.
Fastbak Audace
A partir de R$ 128.990.
Entrada + 47 parcelas de R$ 1.469 + parcela final e pronta entrega.
Análise
“Alcance da medida do governo federal tende a ser pequeno”
“A medida anunciada pelo governo objetiva reduzir os preços finais dos veículos conhecidos como populares. Com isso, a expectativa é de que os preços dos automóveis novos caiam para menos de R$ 60 mil.
Embora a ação queira contribuir para o aquecimento da economia, o alcance dessa medida do governo federal tende a ser pequeno, contemplando um reduzido número de pessoas que possui condições de desembolsar em torno de 45 salários mínimos para adquirir um carro.
Precisamos pensar em políticas públicas que atacam problemas como o da mobilidade urbana. Através de ações governamentais articuladas, como a criação de programas de diversificação da matriz de transporte, optando por aqueles que são menos poluentes. Além de priorizar investimentos em transporte coletivo para obter ganho de escala”, diz Ricardo Paixão, economista.
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