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Economia

Confiança e produção da indústria capixaba crescem no primeiro semestre

Espírito Santo liderou o crescimento industrial do País na primeira metade do ano, e índice empresarial chegou a 50,6 pontos em agosto

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Eliane Proscholdt

Graduada em Comunicação Social, com ênfase em Jornalismo Faesa, Vitória-ES, em julho de 2000, atua como repórter especial multimídia em A Tribuna (Grupo Nassau Editora Rádio e TV), ao lado de Francine Spinassé. Ingressou na empresa em dezembro de 2000, acumulando experiências em todas as editorias.

Última atualização


A indústria capixaba encerrou o primeiro semestre com aumento da produção e na liderança do crescimento industrial do País. O bom desempenho veio acompanhado de maior confiança entre os empresários.

Em agosto de 2026, o Índice de Confiança do Empresário Industrial do Espírito Santo (ICEI-ES) voltou a indicar confiança entre os industriais capixabas. Após registrar estabilidade em julho, o indicador avançou 0,6 ponto, ultrapassando a linha divisória de 50,0 pontos que indica confiança ao alcançar 50,6 pontos.

A melhora foi puxada principalmente pela percepção menos negativa dos empresários sobre a situação atual dos negócios. Por outro lado, as expectativas para os próximos seis meses apresentaram leve recuo, mantendo, ainda assim, o indicativo de otimismo.

O índice de condições atuais avançou 3,1 pontos frente a julho, passando de 45,3 para 48,4 pontos. Apesar da melhora, o indicador permaneceu abaixo de 50,0 pontos, indicando que a insatisfação com a situação atual dos negócios ainda persiste, embora de forma menos disseminada.

Já o índice de expectativas recuou 0,7 ponto, alcançando 51,6 pontos. Mesmo com a queda, o indicador permaneceu acima da linha divisória, mostrando otimismo mais moderado dos industriais capixabas para o futuro próximo.

O presidente da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), Paulo Baraona, destacou o desempenho da indústria capixaba.

“Encerramos o primeiro semestre liderando o crescimento da produção industrial no País, e a volta da confiança entre os industriais capixabas é mais um sinal positivo para a nossa economia. São resultados que reforçam as boas perspectivas para o Espírito Santo”.

Baraona, porém, ressaltou que o desafio agora é sustentar o ritmo, enfrentar as ameaças que tramitam no Congresso e criar condições para novos avanços, com investimentos em infraestrutura, qualificação, inovação e ambiente de negócios cada vez mais competitivo.

Já o vice-presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Espírito Santo (Fecomércio-ES), José Carlos Bergamin, observa que depois de meses fracos, a retomada da indústria capixaba mostra resiliência.

“Ainda há cautela diante dos juros, da perspectiva de maior tributação e do endividamento das famílias, mas o empresário começa a entender que ficar parado é mais arriscado do que assumir riscos calculados”.

O que eles dizem 

Manter ritmo

“A volta da confiança entre os industriais capixabas é mais um sinal positivo para nossa economia. São resultados que mostram a força da indústria e reforçam as boas perspectivas para o Estado. Mas temos o desafio de sustentar esse ritmo, de enfrentar as ameaças que tramitam no Congresso, e criar condições para avançarmos mais, com investimentos em infraestrutura, qualificação e ambiente de negócios cada vez mais competitivo”.

Fatores sazonais

“Esse resultado, que demonstra resiliência, tem também um fator sazonal natural que é o aumento da demanda do segundo semestre e o começo da formação de estoques para o fim de ano, o comércio já começa a antecipar encomendas. Claro que ainda há cautela, o cenário segue difícil com juros altos, perspectiva de maior tributação e famílias endividadas com poder de compra comprometido, e o horizonte de 2027 ainda é incerto”.

Mão de obra

“Os números mais recentes mostram um momento bastante positivo para a economia capixaba, mas também revelam um desafio que tende a ganhar cada vez mais importância. De um lado, temos crescimento da produção industrial e recuperação da confiança dos empresários. De outro, começam a aparecer restrições relacionadas à capacidade de atender a essa expansão, principalmente pela falta de mão de obra qualificada”.

Cursos de formação

“A procura por cursos de formação e qualificação profissional vem diminuindo. Investir em capacitação, desenvolvimento e retenção de pessoas deixou de ser apenas uma política de RH. É necessário fazer com que jovens, que estão entrando no mercado, enxerguem como oportunidade as profissões que compõem o quadro de colaboradores em uma obra, só assim conseguiremos recrutar pessoas, prepará-las e torná-las aptas”.


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