Deputados da Assembleia Legislativa convocaram para esta terça-feira (15) uma reunião entre o diretor-presidente da EDP Escelsa no Estado, Michel Nunes Itkes, e o presidente do Banestes, Michel Sarkis, para prestarem esclarecimentos acerca do fim do convênio entre a fornecedora com o Banesfácil.
Com o fim do acordo, em abril, vários capixabas alegam que têm enfrentado problemas no pagamento das contas de energia.
Os esclarecimentos serão dados durante uma reunião extraordinária da CPI da Sonegação de Tributos. Para o coordenador da CPI, o deputado Enivaldo dos Anjos (PSD), houve irresponsabilidade das empresas. “Nós entendemos que eles deveriam ter cuidado disso antes do contrato vencer. Faltou responsabilidade das entidades para com a população, principalmente as pessoas mais simples, que não têm acesso a outros meios de pagamento”, explica.
Segundo o parlamentar, a sociedade não pode ser surpreendida. “O fim do acordo devia ter sido anunciado com meses de antecedência. Nós resolvemos fazer essa convocação para que eles possam esclarecer de uma vez essa situação e, juntos, buscar uma solução que ajude a população. Sob pena de nós usarmos o poder da CPI e puní-los administrativamente”, conta.
Em nota, a EDP informa que contribuirá com todas as informações que forem solicitadas pela Comissão. Informa que “possui pontos de arrecadação, entre agentes comerciais, bancos e correspondentes bancários para receber o pagamento das faturas em todas as regiões do Estado”.
Já o Banestes anunciou que “o banco tem se colocado à disposição da EDP Escelsa para retomar o recebimento das contas emitidas pela concessionária. E ressalta que cabe à EDP Escelsa a decisão de como se dará o relacionamento com seus clientes”.
