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Economia

Crise do coronavírus derruba em 33% o valor das exportações capixabas

A crise global provocada pelo coronavírus, que vem causando prejuízos em bolsas de valores pelo mundo e fazendo a cotação do dólar bater recordes no ...

Última atualização

 (Foto: CADU ROLIM/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO)A crise global provocada pelo coronavírus, que vem causando prejuízos em bolsas de valores pelo mundo e fazendo a cotação do dólar bater recordes no País, derrubou o valor das exportações do Espírito Santo nos dois primeiros meses do ano.

Segundo o Sindicato do Comércio de Exportação e Importação do Espírito Santo (Sindiex), o Estado arrecadou 33,8% a menos em exportações em janeiro e fevereiro de 2020, em comparação com o mesmo período do último ano.

A queda foi puxada principalmente pela desvalorização sofrida por commodities como o minério de ferro e o petróleo, os dois principais produtos exportados pelo Espírito Santo. A paralisação da atividade econômica da China, onde começou a expansão do coronavírus, é o principal fator responsável pela desvalorização das commodities.

Nos dois primeiros meses de 2020, as exportações capixabas atingiram o valor de 876 milhões de dólares (cerca de R$ 4,07 bilhões, na cotação atual), enquanto em 2019, no mesmo período, o valor foi de 1,324 bilhão de dólares (R$ 6,15 bi). A participação do Estado no total de exportações do Brasil também caiu, de 3,9% em 2019 para 2,8% no início deste ano.

A China é o quarto maior importador de produtos e commodities do Espírito Santo, representando 5% das exportações capixabas, tendo movimentado 42 milhões de dólares (cerca de R$ 195 milhões na cotação atual) em janeiro e fevereiro. O país asiático também é de onde vem a maioria dos produtos importados pelo Espírito Santo (24%).

Principais produtos exportados pelo Espíritio Santo em janeiro e fevereiro de 2020:

  • Minério de Ferro (R$ 809 milhões):
  • Petróleo (R$ 455,7 milhões):
  • Celulose (R$ 432,4 milhões)
  • Semimanufaturados de ferro e aço (R$ 427,8 milhões)
  • Tubos flexíveis de metais (R$ 376,6 milhões)
  • Mármores, granitos e outras rochas (R$ 367,3 milhões)

Fonte: Sindiex

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