A aproximação das festas de fim de ano alavanca a economia, coloca mais dinheiro no mercado e movimenta lojas físicas e virtuais. Tudo isso se deve, principalmente, ao 13º salário que começou a cair no bolso dos trabalhadores no final de novembro.
Porém, de olho nesse dinheiro, golpistas colocam em prática seus atos criminosos para conseguir enganar o maior número de vítimas possível. De acordo com o titular da Delegacia de Crimes Cibernéticos, Brenno Andrade, a maior parte dos golpes é aplicada no ambiente online e pode causar grandes prejuízos às vítimas.
“No final do ano os criminosos ficam de olho nas festividades, pois sabem que as pessoas recebem o 13º salário. Considerando também o aumento das vendas de produtos, os criminosos aproveitam para aplicar mais golpes no mundo virtual. Acreditamos que, com a pandemia, o número pode ser maior este ano”, diz Andrade.
Ele afirmou também que os consumidores ficam mais ansiosos para comprar, e com isso mais vulneráveis. Entre os golpes mais aplicados no final de ano, o delegado destacou o falso perfil de WhatsApp, os links maliciosos enviados por e-mail ou SMS, além do boleto com dados errados.
“A gente percebe que a grande maioria dos golpes poderia ser evitada se as pessoas tomassem cautelas. Como não clicar em links duvidosos, procurar o site oficial da empresa para saber se a proposta existe e verificar o real beneficiário do boleto. É preciso desconfiar sempre e ter cuidado”.
É preciso também ter precaução ao fornecer os dados na internet. Em Cariacica, uma estudante, de 28 anos, foi enganada por criminosos que se passaram por representantes de uma loja. Ela confiou nos golpistas e forneceu os dados de cartão a eles.
Logo depois, percebeu que havia perdido quase R$ 200,00, mas parte do dinheiro foi devolvida pela operadora do cartão. “Eles são convincentes, organizados e agem de forma fria. Eu acabei caindo na lábia deles”, disse a vítima.
O delegado frisou que assim que a pessoa perceber que foi vítima de um golpe, ela deve procurar a delegacia física ou online para registrar a ocorrência, informando dados como endereço do site, conta onde foi feito o depósito e outros.
SAIBA MAIS
Verifique o site oficial da instituição

- Desconfie sempre de ofertas muito boas. Elas podem estar sendo usadas para enganar o consumidor. Verifique a autenticidade da loja antes de fazer compra por ela.
Links maliciosos
- Outro golpe comum é o envio de links maliciosos por e-mail ou SMS. Eles podem chegar como se fossem o canal oficial de uma loja. A pessoa deve procurar saber na loja se a proposta existe.
Caridade suspeita
- Muitos criminosos criam instituições falsas e roubam dinheiro de pessoas bem intencionadas. Verifique o site oficial da instituição.
Quitação de dívidas
- Os golpistas se apresentam, por telefone, como negociadores de débitos, dispostos a abater valores devidos.
Falsa viagem
- Usando o nome de agências, os golpistas entram em contato oferecendo grandes descontos em pacotes de viagens. É preciso checar as informações antes de comprar.
Fonte: Especialistas ouvidos e pesquisa AT.
