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Devedores de bancos ou a outras instituições de pagamentos poderão sair do vermelho e recuperar o crédito para passar o final de ano. Até o próximo dia 30, as contas em atraso de cerca de 500 mil pessoas no Estado poderão ser negociadas no mutirão da Federação Brasileira de Bancos (Febraban).
O Mutirão Nacional de Negociação de Dívidas e Orientação Financeira começou ontem. A ação está sendo organizada em parceria com o Banco Central (BC), com o Senado e com a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon).
Quem tem dívidas com as instituições financeiras poderá conseguir boas condições para quitar o débito. Quem quiser participar deve enviar uma proposta de negociação através da plataforma da Senacon (consumidor.gov.br). Na tabela ao lado, é possível observar um passo a passo de como negociar um débito.
“É uma ação conjunta que não apenas contribui para o restabelecimento do equilíbrio financeiro das famílias, mas, principalmente, promove a educação financeira, que é fundamental para que o consumidor consiga evitar o endividamento de risco, tenha mais informações sobre produtos e serviços bancários e melhore sua saúde financeira”, afirmou Isaac Sidney, presidente da Febraban.
Cerca de 160 instituições financeiras aderiram ao mutirão. Segundo a Febraban, poderão fazer parte da negociação no mutirão dívidas que não têm bens dados em garantia, que estejam em atraso e em nome de uma pessoa natural, e tenham sido contraídas de bancos ou financeiras.
O desconto a ser obtido vai depender de cada instituição e da situação de cada cliente.
Além de negociar dívidas, o mutirão deste ano oferece uma oportunidade para que os consumidores aprendam sobre educação financeira. A intenção é preparar os devedores e auxiliá-los a descobrir quais são as suas dívidas, quando vale a pena participar do mutirão e quanto do orçamento poderá ser destinado ao pagamento dessas dívidas no momento da negociação.
Especialistas veem evento como chance imperdível
O mutirão da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) é uma oportunidade que deve ser aproveitada como uma chance imperdível para aqueles que querem limpar o nome. É o que afirmam especialistas do mercado financeiro.
“É uma excelente oportunidade. Os encargos de dívidas são superiores do que qualquer investimento que a pessoa possa pensar em fazer com o 13º salário. Os bancos sempre proporcionam boas oportunidades como redução ou isenção de multas”, explicou o economista e analista do mercado financeiro Jorge Eloy Domingues.
Samuel Valle, diretor da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) da Serra e de Cariacica, compartilha da mesma opinião. “São ótimas oportunidades que não se pode perder. Nós, tradicionalmente, sempre fazemos mutirões no final de ano e estamos analisando se há ambiente para isto no final deste ano”, destacou Valle.
SAIBA MAIS
Mutirão realizado até o dia 30
Quitação de dívidas
O mutirão da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) teve início ontem e vai durar até o dia 30. No Estado, cerca de 500 mil consumidores podem participar.
Poderão fazer parte da negociação no mutirão dívidas que não têm bens dados em garantia, que estejam em atraso e em nome de uma pessoa natural, e tenham sido contraídas de bancos ou financeiras.
Como conseguir descontos?
Este ano, o consumidor poderá se preparar para fazer a negociação, através de uma página específica (mutirao.febraban.org.br).
Neste endereço, será possível pegar orientações antes de inserir a proposta na plataforma da Secretaria Nacional do Consumidor.
Entre as informações que podem ser obtidas estão quando vale a pena participar do mutirão e a parcela do orçamento que pode ser destinada ao pagamento das dívidas.
Para iniciar a negociação de uma dívida, o primeiro passo é realizar o registro na plataforma consumidor.gov.br por meio de login e senha, preenchendo um cadastro com dados pessoais, e-mail, telefone.
Após finalizar o registro, é preciso selecionar a instituição com a qual deseja negociar e relatar o pedido de negociação. O banco tem o prazo de 10 dias para analisar a solicitação e apresentar uma proposta.
Fonte: Febraban e o economista e analista do mercado financeiro Jorge Eloy Domingues.