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Economia

Desemprego no Espírito Santo é o terceiro menor do País

Taxa caiu a 2,3%, e empresas de comércio, hotelaria e construção relatam dificuldade para preencher vagas e encontrar profissionais

Desemprego no Espírito Santo é o terceiro menor do País
- Carteira de trabalho digital: construção aponta envelhecimento da mão de obra e pouca entrada de jovens
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Eliane Proscholdt

Graduada em Comunicação Social, com ênfase em Jornalismo Faesa, Vitória-ES, em julho de 2000, atua como repórter especial multimídia em A Tribuna (Grupo Nassau Editora Rádio e TV), ao lado de Francine Spinassé. Ingressou na empresa em dezembro de 2000, acumulando experiências em todas as editorias.

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O Espírito Santo chegou ao segundo trimestre deste ano com o terceiro menor desemprego do País. A taxa de desocupação caiu de 3,2% para 2,3% em apenas três meses, enquanto o número de pessoas sem trabalho recuou para 49 mil.

Se para o trabalhador o cenário representa mais oportunidades, para as empresas o mercado aquecido traz um problema cada vez mais difícil de ignorar: encontrar quem ocupe as vagas abertas.

Segundo o vice-presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Espírito Santo (Fecomércio-ES), José Carlos Bergamin, a dificuldade para encontrar trabalhadores, que inicialmente era vista como um reflexo temporário do período pós-pandemia, se tornou um problema estrutural para empresas capixabas.

“A escassez de trabalhadores já começa a afetar até mesmo os planos de expansão”, lamentou.

O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Estado (ABIH-ES), Fernando Otávio Campos, destacou que o fato de o Espírito Santo alcançar uma das menores taxas de desemprego do País é uma boa notícia, mas, para a hotelaria, acende um alerta importante.

“Hoje faltam profissionais em todas as áreas, da recepção à governança, cozinha e gestão. O problema já não é apenas qualificação, porque o setor consegue treinar. A dificuldade maior é encontrar pessoas interessadas em ingressar e permanecer na atividade”.

O presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado (Sinduscon-ES), Douglas Vaz, afirmou que não é possível apontar uma piora recente na dificuldade de contratação, já que o número de empregos formais no setor vem aumentando.

Ele destacou, porém, que algumas funções enfrentam dificuldade de contratação há algum tempo, especialmente carpinteiros, armadores e mestres de obras.

“Podemos dizer que a demanda é maior que a oferta nessas funções. O principal problema é o envelhecimento da mão de obra que atende ao setor”, disse Douglas Vaz.

O diretor da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Espírito Santo (Ademi-ES), André Grijó, também confirmou que a construção civil tem enfrentado dificuldade crescente tanto na retenção dos profissionais quanto, principalmente, no preenchimento de novas vagas.

Saiba mais

No Estado

Taxa de desemprego

No segundo trimestre deste ano, a taxa de desocupação no Espírito Santo foi de 2,3%, apresentando queda de 0,9 ponto percentual (p.p.) em relação ao trimestre anterior (3,2%) e queda de 0,8 p.p. em relação ao segundo trimestre de 2025 (quando foi de 3,1%).

População sem emprego

A população desocupada foi estimada em 49 mil pessoas, apresentando queda de 25,7% (o que corresponde a 17 mil pessoas a menos) em relação ao trimestre anterior e queda de 25,2% (o que corresponde a 17 mil pessoas a menos) em relação ao segundo trimestre de 2025.

Desistiram de procurar emprego

o percentual de pessoas que gostariam de trabalhar, mas desistiram de procurar emprego (desalentados) caiu 36,3% no trimestre, passando para 12 mil pessoas — 7 mil a menos que nos três primeiros meses do ano.

População com emprego

A população ocupada foi estimada em 2,080 milhões de pessoas, apresentando aumento de 3,6% (o que corresponde a 71 mil pessoas a mais) em relação ao trimestre anterior e permanecendo estável em relação ao segundo trimestre de 2025.

No Brasil

Das 27 unidades da federação do país, 11 terminaram o segundo trimestre de 2026 com taxa de desemprego abaixo da média nacional, de 5,4%. Em cinco deles, o índice sequer chega a 3%.

Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica (IBGE).

O analista da pesquisa, William Kratochwill, explicou que a diferença entre os estados é proporcionada por fatores ligados aos níveis de industrialização, evolução da atividade econômica e instrução da população.

Melhores que a média

Estados que atingiram nível de desemprego abaixo da média nacional.

Estado Percentual

Santa Catarina –  2,1%

Mato Grosso – 2,2%

Espírito Santo – 2,3%

Rondônia – 2,6%

Mato Grosso do Sul – 2,7%

Paraná – 3,1%

Minas Gerais – 3,8%

Goiás – 4,0%

Tocantins – 4,1%

Rio Grande do Sul – 4,2%

Roraima – 5,0%

Igual ou acima da média

Estados que ficaram acima da média Brasil, que foi de 5,4%

Estado – Percentual

Paraíba – 5,4%

São Paulo – 5,4%

Rio Grande do Norte – 5,6%

Maranhão – 6,0%

Pará – 6,2%

Distrito Federal – 6,5%

Acre – 6,6%

Ceará – 6,6%

Rio de Janeiro – 7,1%

Amazonas – 7,5%

Alagoas – 7,9%

Sergipe – 7,9%

Piauí – 8,3%

Pernambuco – 8,3%

Bahia – 9,1%

Amapá – 9,8%



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