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MERCADO DE TRABALHO

Dez mil vão trocar emprego por trabalho em aplicativos

Venda e prestação de serviços através da internet aumentaram nos últimos anos e tende a ganhar mais força

Caroline Weber, 41 anos, perdeu o emprego durante a pandemia e resolveu criar a Mimo Cucina

Última atualização

Nos períodos mais críticos da pandemia de coronavírus, trabalhar por meio de aplicativos e redes sociais era uma necessidade. Mas esse universo também é de oportunidades. 

Até o fim do ano, pelo menos mais 10 mil profissionais vão passar a trabalhar dessa forma no Estado, conforme levantamento feito pela reportagem junto a especialistas.

Esses profissionais prestam serviços por aplicativos, vendem seus produtos ou serviços pelas redes sociais, ou até mesmo utilizam a ferramenta para vender produtos de outras empresas, como é o caso dos influenciadores digitais.

A especialista em pessoas e carreiras Gisélia Freitas destacou que a pandemia mostrou que trabalhar dessa forma funciona. “É possível empreender de qualquer lugar, sem fazer um grande investimento, desde que você esteja conectado”.

Ela pontuou que, na volta para o presencial, profissionais declinaram e preferiram trabalhar em casa, pela internet. “É algo que veio para ficar. Vai aumentar o número de pessoas trabalhando dessa forma”.

“As pessoas estão descobrindo novas habilidades, novas formas de ganhar dinheiro”, lembrou o diretor-técnico da Federação das Associações de Microempresas (Femicro-ES), Rodrigo Sangali.

Mas ter sucesso no mundo digital não é algo simples. Afinal, em um mesmo universo em que não há barreiras geográficas para a prestação de serviços e é possível conquistar vários clientes, o número de  concorrentes é gigante.  

É preciso saber usar as ferramentas que esse universo oferece de forma profissional para conseguir se diferenciar da concorrência, conforme a analista de relacionamento do Sebrae, Andréa Gama.

O especialista em marketing digital e fotógrafo Lucas Calazans trabalha com mentoria para negócios locais e destacou:  “Um perfil feito de qualquer jeito pode atrapalhar muito mais do que ajudar. Isso afeta na percepção dos clientes sobre a qualidade da sua empresa”.

Ele explicou que muitos usam as redes sociais para lazer e adotam os mesmos métodos quando transformam essas ferramentas para trabalho. “É preciso mudar toda essa mentalidade, além de outras iniciativas, para gerar resultado”.

 













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Venda de massas após perder emprego

A empreendedora Caroline Weber, 41 anos, perdeu o emprego durante a pandemia e resolveu criar a Mimo Cucina. Em casa, ela prepara e vende massas artesanais congeladas. Os cardápios semanais são feitos para consumo em finais de semana e datas especiais. 

“Consigo trazer coisas diferentes para o meu público. Faço a entrega pessoalmente porque, além de ser uma comida muito delicada, gosto muito desse contato com os clientes. Eles acabam dando dicas extras para melhorar”, observa. 

Ela vende as massas pelas redes sociais e contou que está enfrentando a timidez e aprendendo, fazendo cursos e estudando para melhorar sua comunicação. “Estou aprimorando aos pouquinhos”.

Criação de programas próprios para fugir de taxas

O preço da gasolina, a inflação e o trabalho exaustivo para se conseguir a renda necessária está fazendo com que motoristas de grandes aplicativos busquem opções alternativas a fim de fugir das taxas cobradas pelos gigantes. 

O mesmo vem acontecendo com empresas que trabalham com delivery. Elas estão buscando plataformas próprias também para fugir das grandes taxas. 

A questão é que o número de clientes que procuram os gigantes é bem maior do que aqueles que buscam as opções alternativas. 

Dessa forma, especialistas apontam que tanto empreendedores quanto empresas precisam avaliar a melhor opção para conseguir ter uma renda que possibilite uma melhor qualidade de vida. 

“Em alguns casos, um aplicativo próprio pode trazer mais benefícios do que um alto investimento em redes sociais. Tudo é questão de analisar e pensar estrategicamente”, disse Lucas Calazans, especialista em marketing digital e fotógrafo.


SAIBA MAIS


Mundo conectado

  • Empresas que não estão conectadas praticamente não existem hoje. No Espírito Santo, o WhatsApp é a ferramenta mais utilizada pelos empreendedores. 
  • De acordo com a 13ª Pesquisa de Impactos da Pandemia sobre os Pequenos Negócios do Sebrae, 90% dos empreendedores utilizam a ferramenta. Já o Instagram é utilizado por 65% deles, enquanto o Facebook é a aposta de 45% e loja própria é o recurso de 13%.   

Pelas redes sociais

Venda de produtos

  • Quem vende produtos pelas redes sociais acaba não precisando investir tanto em uma sede física, podendo produzir em casa ou em um lugar cuja locação seja mais em conta.
  • Além de ter um bom produto, vender pelas redes sociais envolve a busca por uma série de conhecimentos. Desde saber como as ferramentas e equipamentos funcionam, como ter habilidade para a produção de conteúdo e o atendimento de qualidade, por exemplo. 

Venda de serviços

  • Alguns serviços, como o trabalho de designer, contador, consultor financeiro, profissionais da tecnologia da informação, entre tantos outros, podem ser oferecidos por meio da internet, o que faz com que não tenham barreiras geográficas.
  • Isso tem o lado positivo, já que há uma infinidade de clientes que podem ser atendidos. Mas também há o lado negativo já que a concorrência é gigantesca. A não ser para aqueles profissionais que estão em falta no mercado global. 

Imagem

  • Nesse universo também vêm se destacando os influenciadores digitais. Tratam-se de profissionais que  produzem conteúdo para redes sociais e possuem um número significativos de seguidores.
  • São profissionais que conseguem influenciar, inclusive, na decisão de compra desses seguidores. Por isso, há empresas que contratam esses profissionais para divulgarem seus produtos ou serviços. 
  • Se por um lado eles conseguem ganhar dinheiro, por outro seu ganho está diretamente relacionado a sua imagem. Assim, dependendo do seu comportamento, pode ser que de uma hora para outra deixe de ter tantos seguidores e, portanto, de ser atrativo para as marcas. 

Aplicativos 

Venda de serviço 

  • Quem trabalha prestando serviços por aplicativo, como motoristas, tem vantagens como flexibilidade de horário e dia de trabalho. Além disso, mudam a rotina e a cada dia encontram clientes e trajetos diferentes. 
  • Há questões como ter o próprio carro ou ter que alugar um; estar com a manutenção em dia,  preço do combustível e desgaste do carro.
  • Também há empreendedores que  ganham dinheiro oferecendo seus produtos ou serviços por meio de aplicativos próprios. 

Fontes: Sebrae e pesquisa AT.

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