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Economia

Dez novas lojas vão ser abertas todo dia este ano no Espírito Santo

Fracionamento do mercado impulsiona pequenos negócios em bairros, com pontos menores perto das residências

Comércio de rua ganha força com avanço de pequenos negócios nos bairros do ES
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Rodrigo Péret

Formado em Jornalismo pela Faesa em 2017 e atualmente cursando o último período de Direito na Multivix Vitória, Rodrigo Péret está em A Tribuna desde 2019, onde atua como repórter de Política e Economia, ocasionalmente atuando como colunista de Plenário. Paralelamente, colabora para o portal Wrestlemaníacos, especializado em Pro-Wrestling, desde 2011.

Última atualização


O Espírito Santo terá cerca de dez novos estabelecimentos comerciais por dia até o fim deste ano, em um movimento de expansão do setor de comércio e serviços liderado pela abertura de pequenas lojas.

A análise é do vice-presidente da Federação de Comércio do Espírito Santo (Fecomércio-ES), José Carlos Bergamin, que detalhou que há uma tendência de crescimento de 7% no total de estabelecimentos comerciais no ES, o que significa entre 3 mil a 5 mil novas lojas em um ano.

Para Bergamin, apesar de shoppings e grandes lojas ainda terem força, há no cenário atual uma distribuição menos concentrada de lojas pelos tecidos urbanos, com investimentos pequenos e localizados.

“O mercado está mais distribuído, horizontalizado. São condomínios e bairros com pequenas lojas. Não se criam mais grandes polos, mas cresce enormemente uma cadeia de pequenos negócios próximos às residências dos consumidores, para atender em serviços e produtos”.

Bergamin aponta ainda para um fracionamento do mercado, onde grandes negócios acabam se dividindo em pequenos pontos comerciais — como, por exemplo, a decisão de abrir vários pequenos mercados no lugar de abrir um único grande supermercado.

Segundo o analista de Relacionamento do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Espírito Santo do Sebrae-ES Bernardo Buteri, muitos empreendedores estão mantendo suas lojas on-line, mas investindo também em lojas compactas, mercadinhos e serviços próximos aos clientes.

“Isso acontece porque o consumidor valoriza a conveniência, o atendimento personalizado e a compra rápida no dia a dia – coisas que uma loja de bairro entrega melhor. O híbrido – lojas on-line e físicas – estão se tornando a tendência no comércio capixaba”, afirma.

Alberto Gavini, diretor-geral da Agência de Desenvolvimento das Micro e Pequenas Empresas e do Empreendedorismo do Espírito Santo (Aderes), explica que a população tem buscado os pequenos espaços comerciais por um desejo, pós-pandemia, de se estabelecer uma relação maior com a comunidade em que vivem.

“Apesar de, nos tempos atuais, as vendas via internet terem se popularizado, o espaço físico se tornou estratégico para o micro e pequeno empreendedor. Acaba criando uma identidade dentro do bairro em que ele vive”, afirma.


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