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Economia

Dez órgãos públicos do Estado serão transferidos para o Centro de Vitória

A reocupação do centro de Vitória começa a tomar forma. O governo do Estado, por meio da Comissão de Análise do Uso de Imóveis, irá transferir dez ...

Edifício fábio ruschi, no centro de Vitória, vai abrigar as sedes de algumas secretarias de Estado

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Edifício fábio ruschi, no centro de Vitória,  vai abrigar as sedes de algumas secretarias de Estado (Foto: Dayana Souza/AT - 22/02/2019)

A reocupação do centro de Vitória começa a tomar forma. O governo do Estado, por meio da Comissão de Análise do Uso de Imóveis, irá transferir dez órgãos públicos nos próximos anos para a região.

No curto prazo, a Secretaria de Estado de Turismo (Setur-ES), a Secretaria de Estado de Saneamento, Habitação e Desenvolvimento Urbano (Sedurb-ES), a Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia (Secti-ES) e a Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes) serão realocadas para revitalizar o Centro.

A informação é da secretária de Estado de Gestão e Recursos Humanos (Seger), Lenise Loureiro, que coordena a comissão. Ela explica que a meta é que as sedes desses órgãos públicos mudem-se para o centro de Vitória em até um ano.

“Estamos fazendo os contratos necessários. A ideia é que essas autarquias venham ou para o edifício Fábio Ruschi, ou para o prédio do Bandes”, explicou a secretária.

Lenise explica que outras possibilidades estão sendo avaliadas. “Haverá a saída do Tribunal Regional do Trabalho (TRT-ES), planejada para os próximos anos. Quando isso ocorrer, o edifício Castello Branco também ficará disponível. Estamos estudando a alternativa de utilização do espaço”.

A secretária frisa que o governo do Estado vai contra o movimento de saída que se instaurou no Centro da capital nas últimas décadas. “Queremos trazer instituições públicas, mas temos planos para trazer a população de volta”.

Ela destaca que o governo do Estado planeja construir uma praça entre o Palácio Anchieta e o Palácio da Cultura Sônia Cabral. “Isso deve acontecer em um ano. Mas, antes, estamos trabalhando na proposta de retirada de uma edificação atrás do Palácio Anchieta. Essa área se tornará um grande estacionamento”, afirma.

Segundo o advogado imobiliário Diovano Rosetti, as ações são necessárias. “É preciso ocupar esses locais disponíveis, e a gestão, tanto estadual, quanto municipal, tem que pensar nisso. O espaço para Vitória crescer é limitado”.

O historiador Lellison Abreu Souza diz que o esvaziamento da área foi impulsionado pela debandada de repartições públicas. “À medida que o poder público sai do Centro, um fluxo de pessoas vai junto, a exemplo do setor de serviços, que funciona com base na lei de oferta e demanda”.

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