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ECONOMIA

Dinheiro de papel é o preferido, afirma pesquisa

Controle, facilidade e segurança estão entre os motivos que levam à preferência por pagar contas em dinheiro vivo, segundo pesquisa

Engenheira Ariany Santos Ottis, 38 anos, contou que prefere utilizar o dinheiro para fazer compras.

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Fazer transações financeiras hoje está mais fácil do que nunca. Mas, mesmo com Pix e os bancos digitais,  a maioria dos brasileiros (53,4%) ainda prefere usar o dinheiro vivo, conforme pesquisa realizada pela Fundação Dom Cabral (FDC) com o apoio da empresa de segurança Brink’s.

Para o levantamento, foram feitas entrevistas por telefone com 2 mil consumidores de todas as regiões do País, de 20 de julho a 13 de agosto deste ano. 

A maioria dos entrevistados tem renda familiar de até  R$ 2.200. A margem de erro  é de 2,2%. 

Entre os principais motivos para  a preferência pelo dinheiro vivo estão: controle (26%), facilidade (22,4%), segurança (11,1%), hábito (10,1%), desconto (9,5%) e rapidez (5,9%). 

A  educadora financeira Herica Gomes explicou por que o controle está no topo da lista. 

Segundo ela, os consumidores acham que é mais fácil controlar o dinheiro. “Você está vendo que o dinheiro está saindo e, quando ele acaba, significa que seu poder de compra também acabou”.

 








De que maneira você prefere fazer seus pagamentos?
Data de início: 06/12/2021 14:48:12
Data final: 10/12/2021 14:48:12

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Para o sócio-fundador da Pedra Azul Investimentos, Lélio Monteiro, o dinheiro vivo é mais utilizado em transações de pequeno valor. “Quem opera com dinheiro hoje são pessoas que têm gastos mais tímidos”.

Lélio entende que a facilidade é o segundo maior motivo para a compra com dinheiro por causa dos “desbancarizados”, aqueles que não têm conta em banco. 

Para esse público, que às vezes tem acesso ao celular, mas não tem vivência para operar uma transação digital, o mais fácil é pegar o dinheiro vivo e gastar.

Segundo a pesquisa, estima-se que 38,5% da população brasileira não tenha conta em banco.

Os dados mostram que 27% da população brasileira prefere pagar em dinheiro em  qualquer situação e que  25,8% preferem essa forma de pagamento para compras de baixo valor. Outro ponto que leva os consumidores a irem por esse caminho  é a oportunidade de pedir desconto. 

Se por um lado a  pandemia impulsionou o uso de bancos digitais, levando consumidores a fazer compras pela internet,  por outro o medo de golpe assombra. “Muita gente não tem Pix, por medo, por falta de segurança para usar”, destacou a  educadora financeira Lorena Milaneze. 


Previsão é que cédulas  deixem de existir em 10 anos


Ouvir de especialistas que  o dinheiro de papel está com os dias contados, não é novidade. Mas, o ex-chefe da divisão de estudos financeiros do Fundo Monetário Internacional (FMI) e professor da Universidade Cornell, Eswar Prasad,  defendeu que isso vai acontecer em dez anos, em entrevista exclusiva ao jornal Estado de São Paulo.     “Em dez anos dinheiro em espécie deve desaparecer”. 

Para o sócio da Valor Capital, Pablo Alencar, no Brasil existe ainda uma parcela significativa  da população que não tem conta em bancos. Por isso, ele entende que em 10 anos o uso do dinheiro vivo vai ser muito mais restrito, mas ainda estará presente.“Alguns lugares não vão aceitar o dinheiro em papel. Vai ter uma parcela pequena da população que ainda vai usar. Mas essas pessoas serão pressionadas a adotar o uso dos bancos digitais, já   que a  vida de quem não usar o dinheiro em papel vai ser mais fácil”, explicou.    Ele lembrou que outra questão que envolve o País é o acesso à tecnologia e a internet. E destacou  que a tendência é que o acesso a essas ferramentas fique mais barato.

Forma de controlar gastos e  finanças

A engenheira Ariany Santos Ottis, 38 anos, contou que prefere utilizar o dinheiro para fazer compras na quitanda, no supermercado, na farmácia e nos restaurantes e lanchonetes que frequenta no fim de semana. “Gosto de sair com a quantidade de dinheiro que posso gastar. É para o meu controle financeiro. A minha forma de gerir minhas finanças”, explicou.

Na quitanda onde  compra, em Jardim Camburi, Vitória, a engenheira costuma pagar com dinheiro vivo. O que, para a  operadora de caixa Djane Santana dos Santos, é comum. “Ainda tem muita gente que compra com dinheiro”, ressaltou.   

O supervisor da Quitanda,  Eduardo dos Reis Domingues, 21 anos, explicou que  receber no dinheiro é bom. “Se o cliente paga no cartão, gera a taxa da máquina, que a gente tem de pagar. No dinheiro é mais viável”.



Por dentro da pesquisa

 













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