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Economia

“Dinheiro será irrelevante em uma década”, diz Elon Musk

Declaração é de Musk, prevendo que, em 5 anos, tecnologia vai superar a inteligência humana, em economia baseada na abundância

“Dinheiro será irrelevante em uma década”, diz Elon Musk
- Elon Musk disse que IA e robôs criarão uma era em que máquinas produzirão praticamente tudo o que é necessário
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Redação Jornal A Tribuna

Reportagens produzidas pela equipe de jornalistas da Rede Tribuna, publicadas no jornal A Tribuna.

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Homem mais rico do mundo, Elon Musk acredita que a Inteligência Artificial superará a soma da inteligência humana em até 5 anos e provocará uma transformação econômica tão profunda que o dinheiro perderá o sentido dentro de uma década.

Em entrevista à revista britânica The Economist, o empresário afirmou que a combinação entre IA e robôs levará a uma era de abundância, em que máquinas produzirão praticamente todos os bens e serviços necessários.

Segundo Musk, sistemas de inteligência artificial e robôs humanoides passarão a executar a maior parte do trabalho físico e intelectual, tornando o trabalho humano “opcional”.

Para ele, atividades como programação, manufatura, logística e outras funções cognitivas ou operacionais serão desempenhadas por máquinas, mudando completamente a lógica da economia mundial. Na avaliação do empresário, essa mudança exigirá novos modelos econômicos.

Na transição, uma renda universal poderá ser necessária, mas, no longo prazo, o dinheiro deixará de ter importância. Com máquinas produzindo bens e serviços em abundância, a escassez deixaria de ser o principal desafio da economia e a preocupação passaria a ser a deflação, e não mais a inflação.

Musk chega a defender que governos poderiam simplesmente garantir renda à população enquanto a produção automatizada supriria praticamente toda a demanda. Apesar do otimismo, o bilionário reconhece que a evolução da IA traz riscos relevantes.

Ele defende que empresas e governos criem mecanismos internacionais para testar modelos antes do lançamento e afirma que laboratórios concorrentes, inclusive dos Estados Unidos e da China, deveriam compartilhar avaliações de segurança para reduzir o risco de perda de controle sobre sistemas cada vez mais poderosos.

Disse ainda que estaria disposto a deixar de lado divergências com Sam Altman, da OpenAI, caso isso contribua para tornar a tecnologia mais segura. Musk também prevê que a China poderá assumir a liderança global em IA graças à capacidade de geração de energia, à força industrial e ao avanço na produção de robôs e chips.

Mesmo reconhecendo as incertezas, afirma que a revolução provocada pela IA ocorrerá muito mais rapidamente do que a maioria das pessoas imagina.

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