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Economia

Dívidas no cartão de crédito viram caso de polícia

As dívidas adquiridas em compras com cartão de crédito estão virando caso de polícia. A inadimplência tem batido recorde e, somente na capital do ...

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As dívidas adquiridas em compras com cartão de crédito estão virando caso de polícia. A inadimplência tem batido recorde e, somente na capital do Espírito Santo, Vitória, são 79.540 consumidores endividados com contas em atraso, segundo levantamento realizado em janeiro pela Federação do Comércio do Estado.

O cartão de crédito é o principal tipo de dívida – representa 61,4% da inadimplência dos consumidores. Dentre os empréstimos de cartão efetuados pelo titular para terceiros, 80% dos casos são para familiares ou amigos próximos, segundo o Procon Estadual.

É no seio familiar que os problemas com as dívidas estão levando a ocorrências policiais. Como é o caso de um filho que registrou boletim de ocorrência contra a mãe porque ela utilizou os documentos e o cartão de crédito sem a autorização dele. Além disso, a mãe não pagou a conta, o que resultou em negativação do nome do filho.

“Esse caso aconteceu com um morador de Cariacica. Ele disse que a mãe já tinha utilizado o cartão dos irmãos e não arcou com as dívidas. Como ela repetiu a dose com ele, registrou boletim de ocorrência”, contou a coordenadora de atendimento e conciliação do Procon de Cariacica, Gabrielly Gava Pagani.

De acordo com a coordenadora do Núcleo de Atendimento ao Endividado da Faculdade Pio XII Julyana

Goldner, os consumidores têm o hábito de utilizar o cartão como prolongamento da renda. “Teve um caso de uma consumidora que emprestou o cartão de crédito para a irmã, mas foi a sobrinha quem acabou usando para comprar roupas, sapatos e acessórios – o que levou a uma dívida de R$ 30 mil. Isso gerou uma grande briga na família”, disse Julyana.

Falha na segurança e o não cumprimento da legislação estadual são fatores que contribuem para fraudes em compras com cartão de crédito, segundo a diretora presidente do Procon Estadual, Denize Izaita. “Se as lojas cumprissem a lei de efetuar as compras somente mediante a apresentação do cartão e documento de identificação com foto do titular, certamente as fraudes seriam inibidas. A principal orientação é que o consumidor não empreste o cartão”, pontuou.

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